11/05/2012 - 15h50min

O poeta dos escravos e o sentido do 13 de Maio

Quem ama a literatura. Este poeta deve estudar.

Mais um bravo dos bravos
Hoje eu resolvi homenagear
O poeta Castro Alves
Como foi bonito o seu lutar
Quem ama a literatura
Este poeta deve estudar.

Foi amigo de José de Alencar e Machado de Assis
Era um grande intelectual
Seus incríveis versos
São de uma beleza fenomenal
Condenou com veemência a escravidão
E a desgraça social.

Libertador itinerante
Eterno condoreiro
Amante da liberdade
E do povo brasileiro
Trovador...de alto brado
Espírito de liberteiro.

Poeta de boa estirpe
Tinha a mente iluminada
Era um grande baiano
Um abolicionista da pesada
Com poesias arrebatadoras
Deixava a elite abalada.

Foi um grande precursor
Do repente e do cordel
Na arte da poesia
Foi um grande menestrel
Na luta por liberdade
Cumpriu um generoso papel.

Não só defendeu os negros
Mas, o povo esquecido e injustiçado
Pelo povo era querido
Pelos monarquista era odiado
Morreu aos vinte e quatro anos
Um jovem que deixou para o país um grandioso legado.

Defensor dos princípios de liberdade e justiça social
Foi um poeta corajoso.
“Não sonha com amadas impossíveis”
Também foi um poeta amoroso.
Foi um excelente pintor
Pintava a natureza, era um homem grandioso.

“A praça é do povo,
Assim como o céu é do condor”
Era um grande filosofo
Era um grande pensador
Na luta abolicionista
Foi um grande libertador.

“Dizem... nos, passamos a vida toda
Procurando nossa metade,
Como seres parcialmente vivos,
E só nascemos e vivemos de verdade,
Quando ás encontramos!”
Era um poeta sem vaidade.

Assim era o navio negreiro
Cheio de “Guerreiros ousados”
Da África para o Brasil
“Ontem simples, fortes, bravos”
Perderam a liberdade
Para ser “Hoje míseros escravos”.

Assim era o negro da África
“Ontem em plena liberdade”
Hoje “Nem livres para morrer”
Denunciava o poeta a crueldade.
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vos, se é loucura... se é verdade!”

Castro Alves
Foi sinônimo de bravura, heroísmo e justiça
Desafiou a monarquia
Os escravocratas e toda sua mundiça
Leio e releio sua obra literária
Sem me dar nem um pouco de preguiça.

Uma simples homenagem ao “Poeta dos escravos”, ao 13 de maio,
Dia nacional da consciência negra. Data que determinou o fim da escravidão formal na Brasil. Acabou a escravidão, mais não acabou o racismo, que ainda é um grilhão invencível, que tem acorrentado uma parcela significativa da população brasileira: os negros.

Os negros não tem mais bolas de ferro, mais tem sim a corrente simbólica do racismo prendendo e operando nas relações sócias.

Quero aproveitar também esta data pra enviar um abraço fraterno pra todas as mães do mundo e em especial a minha, que teve a paciência de me educar dentro das mais relevantes valores do humanismo.

Francisco Batista Pantera , Professor , Jornalista , Poeta e Militante do PCdoB – RO.

URL: http://www.tudorondonia.com/noticias/o-poeta-dos-escravos-e-o-sentido-do-13-de-maio,28558.shtml
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