01/08/2012 - 17h05min
Um agravante é que o Conselho Nacional de Residência Médica vem alertando o governo do Estado há três anos para as irregularidades, mas nenhuma providência foi tomada
Da reportagem do Tudorondonia – Nilton Salina
Porto Velho, Rondônia – O Hospital de Base, o Pronto Socorro João Paulo II e o Hospital Infantil Cosme e Damião correm o risco de ficar sem 47 médicos residentes porque o governo do Estado descontou irregularmente o Imposto de Renda da ajuda de custo de R$ 2.384,00 que eles recebem. Como se não bastasse, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) “esqueceu” de atualizar as bolsas junto ao Conselho Nacional de Residência Médica.
Em reunião realizada na Assembleia Legislativa, o médico Hiran Gallo, do Conselho Federal de Medicina, disse que a perda desses 47 médicos seria o caos para Rondônia, porque o governo do Estado tem à sua disposição poucos profissionais da área de saúde.
No final do curso de Medicina é preciso fazer três anos de residência médica. Os 47 médicos que estão em Porto Velho cumprindo essa exigência do Ministério da Educação (MEC) devem ser remanejados para outros Estados.
Um agravante é que o Conselho Nacional de Residência Médica vem alertando o governo do Estado há três anos para as irregularidades, mas nenhuma providência foi tomada. O secretário-adjunto de Saúde, Orlando Ramires, que participou da reunião, admitiu que o governo deveria ter resolvido a questão há algum tempo.
Hiran Gallo disse que o governo do Estado ainda tem uma chance para resolver o problema se corrigir as irregularidades imediatamente e apresentar até o próximo dia 9 uma defesa ao Conselho Nacional de Residência Médica, que se reunirá entre os dias 15 e 27 deste mês.