Adeus 2012 e abaixo as tranqueiras em 2013!...

Um milhão de palavras, quinhentas mil sextilhas de sentinelas... Todas preparadas pra defender a Literatura de Cordel.

Publicada em 03/01/2013 às 09:44:00











AMÉM!!!...

Adeus 2012 e abaixo as tranqueiras em 2013!...

Depois que muita gente nesse natal
Trocou o sentimento de jota cristo pelo velho da cocaleu
Eu vou acumulando energia 
E o repente é meu quartel
Um milhão de palavras, quinhentas mil sextilhas de sentinelas 
Todas preparadas pra defender a Literatura de Cordel.

Em 2012, enfrentei fortes batalhas 
Tive vitórias, levei rasteiras 
Em 2013, vou estar mais forte que refresco de fumo 
Mais duro que tronco de aroeira
De alma lavada, enxaguada e passada no ferro de engomar 
Pra travar uma forte cruzada contra as malditas tranqueiras.

Que nos livremos dos oportunistas
Além de tudo, são puxa sacos 
Elogios pra lá...elogios pra cá...
Na realidade eles querem nos colocar no buraco 
Desconfie de quem quer lhe vender facilidades 
Com esse tipo de gente fiquemos velhacos.

Que saia de nosso caminho: o covarde 
Sempre armado de incompetência 
Praga da sociedade que nos rodeia. 
Além de tudo traíra de pouca inteligência 
Que sejamos virtuosos 
E nos livremos dessa indecência.

Que nos livremos do covarde de plantão 
Pulha da sociedade 
Que só pensa em te dar rasteira 
De manhã, de noite e de tarde... 
Contra essa catrevagem 
Que selecionemos nossas amizades.

Que esteja longe do nosso caminho 
O canalha do pessimista imoral 
Com seu papo derrotista 
Desanima até cavalo de pau 
Se ele aparecer
Previna-se desse espantalho de milharal.

Que nos livremos do aproveitador vigarista 
Que pouco faz ou nunca faz nada 
Porém, na hora de comer o bolo 
É o primeiro a chegar na parada
Você é quem trava e ganha a batalha 
E ele ainda diz que é o pivô da empreitada.

Que o Ricardão e a Ricardona estejam longe 
Povo de natureza mesquinha 
Que botam pontas na sua cabeça
Deixam ela enfeitadinha 
Mexe com sua cucuruta 
E deixam ela pertubadinha.

Descrevendo minha literatura 
Vou tentando empurrar a grande roda da história 
Quero vive-la intensamente 
Não quero que digam depois que dela fui uma escória 
A derrota pertence ao dicionário dos fracos 
Porque pensam que toda batalha é inglória.

“Tudo na vida vale a pena
Quando a alma não é pequena”
De inveja eu sei que não vou morrer 
Mas, provocarei a morte de mais de uma centena
Pela ignorância estão todos perdoados 
Aqueles que atiraram pedras nos meus poemas.

O seu grau de conhecimento 
É sua maior fortaleza
Se não leu, estude a arte da guerra 
Este livro vai te ensinar a arte da defesa 
Como avançar, e como recuar. 
Que em 2013, os livros tomem conta de sua natureza.

Em 2013, 
No meu lago não terá lugar pra traíra 
“Muitos castelos já caíram 
E o seu está na mira”. 
Também morre quem atira! 
Também morre quem atira! 


Francisco Batista Pantera- Professor, jornalista, poeta e militante comunista.