Agora é prá valer: Picaretagem criativa tira do ar mídia da Assembléia
Sei não. Em todos os meus abundantes anos de vida sempre acreditei que aquilo que as axilas produzem é cecê, sovaqueira ou simples mau cheiro. Mas criatividade?
As ameaças contidas nos textos publicados pelo jornal Alto Madeira, transformadas em matérias distribuídas aos sites, retiradas e em seguida desmentidas em release do deputado Hermínio Coelho, foram confirmadas: e-mail recebido por este bloguista denunciam a medida, que deve literalmente deixar em pânico principalmente a mídia eletrônica da capital.
Trata-se de uma retaliação contra as denúncias que culminaram com a suspensão do processo licitatório da publicidade por determinação judicial. O material publicado nos editoriais foi produzido, segundo gente do próprio Alto Madeira, pelo porta-voz da Presidência, Sued Pinheiro, com texto do chefe de Gabinete de Hermínio, Sílvio Persivo.
Eles defendem, basicamente, a destinação da conta de publicidade da Assembléia a uma agência “sem patrimônio”. Ou seja: os quase dez milhões anuais deverão ser administrados, no entender do comando do Legislativo, por uma agência instalada numa pasta, que deve circular debaixo de sovacos capazes de concentrar a verdadeira criatividade rondoniense.
Sei não. Em todos os meus abundantes anos de vida sempre acreditei que aquilo que as axilas produzem é “cecê”, “sovaqueira” ou simples mau cheiro. Mas criatividade? Acho que vou consultar o Ministério Público sobre a legalidade de tamanha inovação.
Carlos Henrique Ângelo (CHA) -http://www.blogdocha.com.br/
Texto da redação do Tudorondonia
O Tudorondonia defende que poderes ou instituições como a Assembleia Legislativa não precisariam fazer publicidade, pois, na maioria das vezes, os recursos públicos são gastos mais para cooptar setores da imprensa com o objetivo de que não divulguem as mazelas e irregularidades que campeiam nestes órgãos. O certo seria parar de gastar com publicidade, muitas vezes enganosa, para investir em saúde. A Assembleia desperdiça anualmente mais de R$ 9 milhões com publicidade, dinheiro que só serve mesmo para encher os bolsos de alguns donos de veículos de comunicação. Ministério Público e Tribunal de Contas não fazem publicidade, e hoje são os órgãos mais bem divulgados - e mais bem vistos pela opinião pública - do que Assembleia e Governo do Estado, que gastam rios de dinheiro do contribuinte com publicidade enganosa para ludibriar este mesmo contribuinte.
Também não se vê a Câmara dos Deputados Federais e o Senado fazerem esse tipo de publicidade.
No caso da Assembleia Legislativa, a disputa em torno da verba publictária é tão intensa que o processo deve ser novamente suspenso pela justiça por novas irregularidades flagrantes, como a colocação de pessoas na comissão que analisará, por exemplo, a experiência das empresas habilitadas. Tais pessoas são ligadas a outras diretamente interessadas no processo e estas, por sua vez, possuem ligações com o presidente, inclusive já tendo passado por sua assessoria.