Após ameaça de suspensão de convênio, médicos residentes ficam em Rondônia
Por pouco o Estado não perdeu esses médicos, por pura incompetência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Porto Velho, Rondônia – O Conselho Nacional de Residência Médica decidiu nesta quinta-feira (16) manter o convênio com Rondônia, afastando o risco de o Hospital de Base, o Pronto Socorro João Paulo II e o Hospital Infantil Cosme e Damião ficarem sem 47 médicos residentes.
Por pouco o Estado não perdeu esses médicos, por pura incompetência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
A Sesau simplesmente havia “esquecido” de atualizar as bolsas dos residentes junto ao Conselho. Como se fosse pouco, o governo ainda descontou irregularmente o Imposto de Renda da ajuda de custo de R$ 2.384,00 que os residentes recebem.
O Conselho Nacional de Residência Médica vinha alertando há 3 anos para o problema, mas a Sesau só decidiu agir quando houve a ameaça de suspensão do convênio. Isso acontece em um momento em que o Estado enfrenta sérios problemas com a falta de médicos.A legislação exige que após a conclusão do curso, o médico passe por um período de dois anos de residência.
Se o problema não tivesse sido resolvido, os residentes que estão em Rondônia seriam transferidos para outros Estados.
Da reportagem do Tudorondonia