Arrecadação supera R$ 100 bi em um mês e bate recorde

Apesar do esfriamento da economia, a arrecadação federal bateu novo recorde em janeiro e superou pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões em um mês. Os R$ 102,579 bilhões bateram até mesmo o apurad

Publicada em 25/02/2012 às 15:21:00

Apesar do esfriamento da economia, a arrecadação federal bateu novo recorde em janeiro e superou pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões em um mês. Os R$ 102,579 bilhões bateram até mesmo o apurado em dezembro, mês em que normalmente a arrecadação atinge o pico. Arrecadação de impostos em janeiro, de R$ 102,579 bilhões, foi a melhor da história e ultrapassou o valor de dezembro em 5,57% A arrecadação federal bateu novo recorde em janeiro e superou pela primeira vez na história a marca de R$ 100 bilhões em um mês. Com isso, as previsões de que o esfriamento da economia no fim de 2011 atingiria em cheio a arrecadação do governo neste início de ano caíram por terra. 

O pagamento de R$ 102,579 bilhões, segundo anunciou ontem a Receita, foi maior até mesmo que o apurado em meses de dezembro, quando o recolhimento de impostos e contribuições costuma atingir o pico. O valor foi 6,04% maior que o de janeiro de 2011 e 5,57% superior a dezembro do ano passado - até então, os dois melhores resultados. A expectativa da secretária adjunta da Receita, Zayda Manatta, é de continuidade da expansão ao longo do ano, mas não tão forte, entre 4,5% e 5%. Se confirmada a projeção, o País terá novo recorde de arrecadação este ano. 

Ela argumentou que janeiro não serve como "base sólida" para previsão de 2012, mas salientou que a expansão refletirá os fatores econômicos. Entre eles estão a expansão da atividade, o aumento do salário mínimo e das contribuições previdenciárias e a maior formalização do emprego. Também são esperados R$ 16 bilhões de receitas extraordinárias por ações judiciais e administrativas e recolhimento espontâneo em consequência de maior fiscalização.
 
Em 2011, essas receitas foram de R$ 18 bilhões. Tanto dinheiro no cofre em janeiro superou as projeções do mercado e surpreendeu o próprio Fisco. Até porque janeiro do ano passado já foi considerado um mês extraordinário, elevando a base de comparação. Apesar da previsão de crescimento menor que o de 2011, o cenário que começa a se desenhar para este ano já é diferente das expectativas do secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, no fim do ano passado. 

O ponto mais relevante para o resultado de janeiro foi a antecipação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre o lucro das empresas em 2011. O pagamento rendeu R$ 4 bilhões, 37,2% mais que no mesmo mês de 2011. Essa antecipação é comum em momentos de alta lucratividade das empresas, que, para evitar a correção pela taxa Selic, aproveitam a folga de caixa para honrar seus débitos com o Fisco até março.
 
A diferença este ano é que, por causa da queda na produção industrial, os bancos é que lideraram a antecipação dos tributos. O caixa do governo também foi reforçado pelo pagamento de R$ 5,2 bilhões em royalties pela exploração do petróleo, 37,4% mais que no mesmo período do ano passado. Ajudou ainda o início do pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente no mercado de derivativos, que somou R$ 280 milhões. Embora o tributo tenha sido instituído em setembro, apenas em janeiro foi feito o primeiro recolhimento retroativo. Outros R$ 200 milhões extras vieram dos setores de bebidas e automóveis, com o pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em atraso.