Assembleia Legislativa de Rondônia homenageia indiciado pela Polícia Federal

Contra ele pesa uma série de denúncias de irregularidades.

Publicada em 26/06/2012 às 17:22:00

Da reportagem do Tudorondonia

Porto Velho, Rondônia – O reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Marcos Ziemer, recebeu na tarde desta terça-feira (26), no plenário da Assembleia Legislativa, placa de moção de louvor. Ziemer foi indiciado pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul em inquérito que apura supostas irregularidades no ensino à distancia (EaD) na instituição.De acordo com as investigações da Polícia Federal, a universidade é suspeita de aprovar cerca de 40 mil alunos do EaD sem a correção das provas.

Também existiria casos de alunos que foram aprovados mesmo tendo abandonado os cursos.Ainda de acordo com o que foi apurado, em julho de 2011 a PF cumpriu mandado de busca e apreensão e recolheu provas não corrigidas. A Ulbra estaria enfrentando problemas financeiros. Teria R$ bilhões em débitos tributários e estaria devendo mais R$ 32 milhões a funcionários.A matéria foi divulgada em diversos veículos de comunicação de todo o Brasil no dia 5 de abril deste ano, e pode ser conferida no link da Agência Estado, uma das maiores da América Latina.A proposta de homenagem à Ulbra pelos “relevantes serviços prestados” partiu do deputado Jesualdo Pires (PSB), pré-candidato à prefeitura de Ji-Paraná.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/04/05/pf-indicia-reitor-da-ulbra-por-falsidade-ideologica.htm

Porto Alegre - A Polícia Federal no Rio Grande do Sul indiciou o reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Marcos Ziemer, e outras quatro pessoas por falsidade ideológica em um inquérito que investiga irregularidades no ensino à distância (EaD). Com sede em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a universidade, que conta com 40 mil alunos em 12 cursos de EaD, é suspeita de aprová-los sem a correção das provas.Em 2011, um ex-funcionário da Ulbra denunciou o esquema, que teria deixado de corrigir 100 mil provas de estudantes do EaD.

O ex-pró-Reitor de Extensão e o ex-diretor-geral de Ensino são apontados como conhecedores e incentivadores da ilegalidade. A coordenadora dos cursos à distância e uma funcionária também participariam da fraude.Em julho de 2011, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão, momento em que recolheu malotes de provas não corrigidas. O material foi encaminhado à perícia, que confirmou a irregularidade. Também há casos de alunos que foram aprovados mesmo tendo abandonado os cursos.Após saber da denúncia, o Ministério da Educação (MEC) proibiu novos vestibulares para os cursos à distância.

Na ocasião, a Ulbra foi instruída a refazer o seu EaD, porém ainda segue impedida de receber novos estudantes nessa modalidade. Dos 279 polos de apoio presencial em todo o País, 198 foram encerrados.Caso sejam denunciados pelo Ministério Público Federal, os indiciados podem virar réus. A universidade informou em nota que aguardará ser citada e ter acesso ao relatório da PF para se pronunciar.Na tarde desta quinta-feira, a reportagem tentou entrar em contato com a reitoria da Ulbra, mas ninguém atendeu às ligações. O reitor Marcos Ziemer foi nomeado para o cargo em abril de 2009, após o afastamento de Ruben Becker, acusado por funcionários de ser o responsável por inúmeras irregularidades administrativas.A instituição passava por dificuldades. Em 2010, tinha R$ 3 bilhões em débitos tributários com a União e R$ 32 milhões com funcionários. Em abril de 2011, Becker, que estava no cargo há 36 anos, foi indiciado pela PF em um inquérito que apurava fraude em processo de execução fiscal da União.