Corregedoria da ALE define plano de trabalho para ouvir deputado denunciado

O setor jurídico da Assembleia começou a trabalhar no direcionamento do pedido de investigação dos fatos.

Publicada em 18/01/2012 às 15:26:00


Da reportagem do TUDORONDONIA


A Corregedoria da Assembleia Legislativa começou hoje a definir um plano de trabalho para ouvir os deputados denunciados na “Operação Termópilas”, e que resultou na prisão do presidente afastado Valter Araújo (PTB). 

Pela manhã, o corregedor da Assembleia, deputado José Clemente, o popular Lebrão (PTN), esteve reunido com o secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, comunicando as medidas que serão tomadas nos próximos dias. 

Nesta quarta-feira, o deputado Ribamar Araújo (PT-Porto Velho) reiterou ao presidente em exercício do Parlamentar, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho) o pedido de convocação extraordinária para fazer a leitura do pedido de instalação dos trabalhos. 

Ribamar, além da função de deputado estadual, ocupa o cargo de Ouvidor do Poder Legislativo. No dia 16 de dezembro o petista já havia solicitado através de ofício pedido de providências ao chefe do Legislativo, mas sua solicitação só foi atendida ontem. 

O setor jurídico da Assembleia já começou a trabalhar no direcionamento dos atividades da comissão processante. Uma reunião poderá acontecer ainda essa semana. 

Pelo regimento interno da Assembleia, a retomada dos trabalhos terá início somente no próximo dia 15 de fevereiro, mas o presidente da Assembleia poderá convocar uma sessão extraordinária para analisar, por meio da Corregedoria, as denúncias contra o presidente afastado. 

Na última segunda-feira, o Poder Judiciário recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o presidente afastado. Araújo foi denunciado por crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha. 

Falsidade ideológica é um crime que consiste na adulteração de documento, público ou particular, com objetivo de obter vantagem - para si ou para outra pessoa - ou mesmo para prejudicar terceiro. 

Araújo teve sua prisão decretada em dezembro e continua foragido da Justiça.