Diretor do Hospital do Câncer de Barretos concede entrevista na ALE

Em relação às notícias de suspensão de coleta de sangue para o cadastramento de doadores de medula óssea em Rondônia, Henrique Prata disse que a questão está sendo resolvida.

Publicada em 27/06/2011 às 17:34:00

Nilton Salina
O diretor geral da Fundação Pio XII, Henrique Prata, disse na manhã desta segunda-feira (27) durante entrevista coletiva concedida na Assembleia Legislativa, que deverão ser investidos em Rondônia gradativamente R$ 100 milhões na instalação de uma estrutura para tratamento de pacientes com câncer. A fundação é mais conhecida como Hospital do Câncer de Barretos.

Antes da coletiva ele esteve com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valter Araújo (PTB) visitando o Hospital de Base de Porto Velho, onde está sendo construída uma ala onde o Hospital do Câncer funcionará inicialmente. Segundo o diretor geral do HB, Jean Negreiros, em no máximo 90 dias a obra estará concluída.

Henrique Prata disse que agora o setor de oncologia está sendo modificado. “O que existia não era apropriado para abrigar seres humanos. Esse quadro está sendo totalmente modificado e os pacientes de Rondônia terão acesso a exames como a citologia líquida, que tem 99% de acerto no exame Papanicolau, realizado para detectar câncer no colo do útero”, destacou.

Ele lembrou que o paciente de Rondônia terá acesso à mesma tecnologia utilizada em Barretos. “Fazer exame por fazer é quase um crime”, afirmou, explicando que o Hospital do Câncer providenciará carretas para coleta de material para exames na periferia das cidades de Rondônia.

“Vamos fazer mamografia, Papanicolau e exame de próstata. Sabemos que muitos homens simples têm medo que a esposa vá a um hospital, porque ficam imaginando que serão atendidas por outros homens. Na carreta, elas serão recebidas por outras mulheres, que farão os procedimentos para realização do exame”, detalhou Henrique Prata.

O diretor geral da Fundação Pio XII lembrou que o Hospital do Câncer de Barretos terá instalações em Porto Velho e em Ji-Paraná. Ele afirmou que os investimentos serão gradativos. “Somente com uma carreta devem ser gastos R$ 10 milhões. Precisaremos fazer triagens para avaliar quem pode ser tratado em Rondônia mesmo e quem precisará seguir para Barretos”, afirmou.

Paralisação
Em relação às notícias de suspensão de coleta de sangue para o cadastramento de doadores de medula óssea em Rondônia, Henrique Prata disse que a questão está sendo resolvida. Ele falou sobre as reclamações de que o exame poderia ser feito em Rondônia, e não em Barretos, para que dinheiro do SUS pelo procedimento fique no Estado. “Não queremos fazer esses exames em Rondônia para ganhar dinheiro, e sim para atender os pacientes que precisam de transplante de medula”, destacou, dizendo que citar valor de exames é algo mesquinho.