Diretores do Sticcero, o sindicato pelego, fazem terrorismo contra trabalhadores abandonados em Porto Velho
"O Sitccero se omite completamente de denunciar o roubo dos direitos trabalhistas cometido pela terceirizada WPG e as bilionárias Camargo Correa, GDF-Suez e outras empresas do consórcio ESBR".
Porto Velho, Rondônia - A Liga Operária voltou a denunciar o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de RondÔnia (Sticcero), considerado um dos sindicatos mais pelegos do Estado devido ao fato de seus dirigentes defenderem mais os patrões e as empresas do que os empregados.
Segundo a Liga Operária, na manhã desta quinta-feira, 26, o vice-presidente do Sticcero, Altair Donizete, foi até o hotel onde estão trabalhadores abandonados por uma das empresas terceirizadas e disse: "“À partir de amanhã (esta sexta, 27), o sindicato não vai mais arcar com as despesas de hospedagem e alimentação, que os trabalhadores estão dando um prejuízo danado e que eles tem que se virar! Acabou a audiência, tira as malas prá rua.”
Altair se referia a uma audiência na Justiça do Trabalho que ocorrerá nesta sexta-feira, às 8h30, no Tribunal Regional do Trabalho, dos operários da WPG abandonados no canteiro de obras de Jirau
Conforme denúncia da Liga Operária, "o vice-presidente do Sticcero, ALTAIR DONIZETE, um dia antes da audiência trabalhista os operários da WPG, ao invés de pressionar o consórcio ESBR (Camargo/Suez) a pagar os salários atrasados e os direitos aos operários, preferiu foi ir até o hotel para criar um clima de desespero nos trabalhadores. Com qual intuito ele foi fazer isso? O Ministério Público do Trabalho reconhece que o consórcio é responsável pelo pagamento dos direitos trabalhistas dos empregados terceirizados, como no caso da contratada WPG. Donizete disse também que os trabalhadores da WPG e de Jirau são culpados pela má situação financeira do sindicato e que juiz nenhum manda no sindicato. Disse também que juiz nenhum vai obrigar o sindicato a custear despesas dos trabalhadores".
Para a Liga Operária, "a diretoria do Sitccero (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia), filiados a CUT, não defende os operários como devia. O Sitccero se omite completamente de denunciar o roubo dos direitos trabalhistas cometido pela terceirizada WPG e as bilionárias empresas Camargo Correa, GDF-Suez e outras empresas do consórcio ESBR".
"Foi neste mesmo hotel que agora o dirigente sindical Altair Donizete quer pôr os operários prá fora que o trabalhador Helvécio Elidio sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) devido ao sofrimento e aflições causados pelo calote da WPG/CAMARGO/SUEZ", denuncia a Liga.
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O operário Helvécio Elídio teve de ser levado para a casa de sua mãe em Cacoal, e está com um lado do corpo todo paralisado. Faltam as condições necessárias para o seu tratamento de saúde e o Sticcero e as empresas nada fazem.
O drama de Helvécio faz parte da gravíssima situação a que são submetidos os mais de 80 trabalhadores que foram abandonados na área de desmatamento da usina hidrelétrica de Jirau, desde setembro de 2011. Esses operários tem os seus direitos trabalhistas violados pela subempreiteira WPG, empresa contratada para realizar os serviços de desmatamento da área a ser alagada e pelas empresas responsáveis pelo empreendimento – o consórcio ESBR (GDF-Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf).
Os operários não recebem seus salários desde outubro do ano passado e estão sobrevivendo graças a estarem alojados em um hotel (Hotel Guajará – Rua Miguel Chakian, 148 -Porto Velho- Tel.: (69) 3225-2762 | 3225-3227) e recebendo alimentação em um restaurante próximo, devido a determinação judicial que obrigou o Sitccero a assumir essas despesas. O sindicato alega agora que juiz não manda no sindicato e que não vão assumir mais nada à partir desta sexta.
"O Sticcero, cuja diretoria é afinada com o governo federal, faz conluio com a GDF-Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf (consórcio ESBR) que estão fugindo de assumir suas responsabilidades, alegando que o serviço foi terceirizado e que a responsabilidade seria da WPG. A legislação trabalhista é muito clara a respeito e as empresas tem que assumir os encargos trabalhistas da terceirizada, já que se beneficiaram dos serviços dos operários e foram negligentes em acompanhar o cumprimento dos direitos trabalhistas", enfatiza a Liga Operária.
"Os trabalhadores exigem uma solução definitiva, pois já não aguentam mais esperar. A canalhice das empresas é tão grande que fazem protelações jurídicas e com o apoio dos pelegos do Sticcero esperam vencer os operários pelo cansaço e absoluta falta de condições deles continuarem abandonados em Porto Velho. Muitos já foram embora para suas cidades e estados de origem sem receberem os direitos trabalhistas a que tem direito. Donizete e vários outros diretores do Sticcero serão candidatos para as próximas eleições. É desse jeito que tratam os operários da WPG que tratarão o povo caso sejam eleitos? Será que estão agindo dessa forma é para garantir o apoio das empreiteiras para o caixa de suas sórdidas campanhas eleitorais?", questiona a Liga.