Em Linhas Gerais: com desculpas esfarrapadas e descaso, Prefeitura deixa capital à base de buracos

Gessi Taborda

Publicada em 24 de May de 2013 às 17:21:00

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EQUIPE REDUZIDA Não espere ficar livre da buraqueira nas ruas de Porto Velho. Por incrível que pareça, Arnaldo Moura, o responsável pelas operações tapa-buracos da Semob, reconheceu, ontem, a dificuldade. Tem uma equipe reduzida para o serviço e ainda precisa dar prioridade à área central. Com isso, vai ser difícil, por exemplo, ver o fim dos buracos de ruas como a Pirapitinga (que dá acesso ao Atacadão, pela Guaporé), onde o prefeito é certamente mimoseado por muitos palavrões de quem tem de passar naquela rua erodida. Se não bastasse a tal “equipe reduzida”, existe ainda o inconveniente da qualidade do serviço. Os buracos tapados pelo pessoal não demoram muito e estão lá de novo, abertos e cada vez maiores.



O RETORNO Alvíssaras. Numa equipe de comunicação montada com base em “starlet” da uma rede de TV de um ex-político, merece registro o retorno Adaídes Batista, depois de longos anos longe da prefeitura.

O dublê de jornalista, poeta e agente político, depois de anos servindo o clã de Carlão de Oliveira, com rápidas passagens por repositórios do PDT (isso depois de muitos meses no Recife), retorna ao seu berço antigo. E, pelo que consta, sem acumular novos postos nos nichos de poder rondoniense. Não será surpresa se esse importante escriba fizer novamente o retorno à sua fé comunista e assumir logo um cargo de direção no paço, pela sua excepcional capacidade.



GOZAÇÃO Num desses factóides diários (anunciando o Projeto Porto Velho em Movimento), li a seguinte afirmação: “A vontade do prefeito é que, por meio da oferta de opções saudáveis, o poder público incentive os moradores dos bairros a ocupar seus espaços, isso ajuda que a criminalidade seja desmotivada, pois a desassistência das autoridades, muitas vezes, é que tornam os bairros mais vulneráveis a problemas sociais”. A declaração é de Roselane Rivero, que vem a ser a bambambã da Semes. A mesma figura veio com essa pérola: “Precisamos agir em bairros onde existam poucas opções de praças e parques públicos”.

Até parece que essa tal de Roselane acredita na existência de algum bairro da capital com muitas “ofertas de praças e parques públicos”. Ora, cara pálida, vá se roçar nas ostras...



DESMATAMENTO Um grupo de pesquisadores da Unesp está avaliando os impactos dos desmatamentos nos igarapés do rio Machado, no estado de Rondônia. O biólogo Gabriel Lourenço Brejão, pós-graduando da Unesp de São José do Rio Preto, um dos pesquisadores do grupo, usará os peixes coletados nos igarapés como modelos para verificar como o desmatamento afeta a biodiversidade e a funcionalidade em comunidades de riachos. “Acreditamos que os resultados do estudo irão ajudar a compreender como o processo de desmatamento afeta a comunidade de peixes, e apontar as áreas mais indicadas para direcionar possíveis investimentos em restauração ecológica de áreas degradadas”, explica o biólogo.

“O processo de desmatamento continua atualmente, com a expansão das cidades, abertura de novas estradas e grandes empreendimentos agropecuários, mas mesmo com um cenário de degradação tão acentuado, ainda é possível encontrar áreas de floresta intacta em grandes fragmentos localizados na região do baixo rio Machado, mais próxima ao rio Madeira”, complementa o pesquisador.



PUTZ É difícil saber qual a idéia de Leonel Bertolin sobre o que é agroindústria. Normalmente a atividade industrial voltada para o uso da matéria prima agrícola é fruto, principalmente, dos investimentos da iniciativa privada. Mas pelo andar da carruagem, em Rondônia isso acontece de forma diferente. Se não for embromação desse chefe da Semagric, há um montão de agroindústrias implantadas por aqui pelo governo do estado e pela prefeitura. O colunista não conhece nenhuma e, pasmem, também nunca viu nenhum produto dessa “agroindústria” nos pontos de consumo, nem mesmo em gôndolas de supermercado.

Aliás, mesmo para gente que estuda o perfil da economia rondoniense, é novidade essa conversa do estado e município ter “implantado” qualquer tipo de indústria nos limites de Rondônia.

De qualquer maneira, mesmo que tudo não seja outra coisa senão mais um truque de madame, está marcado para o próximo dia 29, às 15 horas, na Câmara Municipal, uma audiência pública para falar sobre esse negócio. Sei não, mas cada vez fico mais próximo de acreditar que estamos assistindo um replay da mesma tragédia que foi a gestão do ex-prefeito.



EMPLACAMENTO Moreira Mendes critica a resolução do CONTRAN sobre o emplacamento de máquinas rurais. “O produtor brasileiro já enfrenta dificuldades diárias ao colocar seu produto para comercialização, com a falta de estradas, armazéns, ferrovias, hidrovias, portos e assistência técnica de qualidade. “Não bastasse isso, temos mais um empecilho na vida do produtor, exigindo que o seu trator, aquele que ele geralmente só utiliza dentro da sua propriedade, seja emplacado, gerando custo com despachante, placas, vistorias, o que é absolutamente descabido”, criticou Moreira.



FEFA Atendendo requerimento de autoria do deputado Luiz Cláudio (PTN), a Assembléia Legislativa promove audiência pública no próximo dia 28, na cidade de Pimenta Bueno, para debater a situação do Fefa e do Fesa, fundos estaduais voltados para o combate à febre aftosa e para a promoção da saúde animal no rebanho bovino rondoniense.



SEM TRABALHO

Segundo levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, com dados do InfoPen, apenas 17% do total presos brasileiros exerciam algum tipo de atividade laboral dentro do sistema penitenciário, em 2012. Dos quase 550.000 presos, cerca de 92.000 trabalhavam em atividades dentro dos presídios, 167 para cada grupo de 1.000 presos. Nos últimos 5 anos, o número de presos que trabalham dentro das prisões cresceu 6%, mas a média ainda é baixa: 164 presos cada 1.000 recolhidos.