Em Linhas Gerais: Confúcio, muito longe de qualquer coisa próxima de "estadista", é celebrado pelos puxa-sacos

Gessi Taborda

Publicada em 18 de June de 2013 às 18:07:00

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BESTIALIDADE Minha caixa postal eletrônica recebe um enorme volume de mensagens diárias. Uma parte não passa de releases sem a menor importância, descartados às vezes na simples leitura do título. Outros (principalmente os políticos) são lidos e alguns até utilizados jornalisticamente.

E na semana que passou recebi um do vilhenense Paulo Sérgio Mendes (que se intitula jornalista), convidando-me a visitar seu “blog”. Foi um esforço inútil. Esse sujeito não esconde ter o DNA do puxa-saquismo, uma postura deplorável rejeitada por todo verdadeiro jornalista ao longo da história desse país. Ele chega à máxima baboseira de considerar Confúcio Moura um estadista na política rondoniense.

CORDÃO Há, até mesmo na mídia rondoniense, pascácios dispostos a acreditar nessa baboseira a ponto de elogiar essa babaquice. E não demorou: aquele sujeito metido a grande empresário e entendedor de política – (um que se dizia “temido pelos corruptos e amado pelo povo”, e acabou hiper derrotado nas urnas, que comprou um terreno de quem não era dono, que comprou uma sucata do Mário Calixto; que montou um esquema furado de pilantropia, devidamente fechado e que, depois de praticamente torrar uma fortuna, imagina que será recebido no braço do povo se voltar para Rondônia) – foi logo rabiscando elogios ao tal sujeito, procurando pegar carona no seu exercício paranóico de bajulador do sul rondoniense.

DISTÂNCIA FANTÁSTICA O político ariquemense Confúcio Moura pode ser uma boa pessoa, até de fino trato. Isso é muito comum aos contemplativos e burgueses bem nutridos. Mas isso é apenas uma questão de caráter. Confúcio está anos luz de distância dos verdadeiros estadistas. Na verdade, o atual governador rondoniense não chega a ser um simulacro de estadista.

O Brasil, em toda a sua história política não teve em seu governo uma figura com as qualidades inerentes aos reais estadistas conhecidos no mundo.

Certamente, o tal “jornalista” de Vilhena e o lotérico “escrevinhador” ainda não aprenderam as qualidades que definem os estadistas, sobretudo na chefia de um governo que não pode continuar existindo cheio de ambiguidades. Jamais um estadista faria um governo cercado com tantas nulidades, como a seu protegido principal de Vilhena, o tal Júlio Olivar, novo “coveiro” do setor de turismo.


COMO IDENTIFICAR Prá começar, os estadistas de verdade são aqueles que colocam a nação ou estado (no caso de Rondônia) acima quaisquer interesses políticos, grupais ou pessoais.

Os verdadeiros estadistas nunca foram proselitistas extremados ou sectários. E não são também pessoas capazes de qualquer ação para continuarem no poder ou interferir a favor de seus sucessores. Um estadista não enterraria o estado numa dívida descomunal, simplesmente para sair da marola, do improviso e da incompetência, fazendo um barulho capaz de enganar o eleitorado sem, contudo, resolver os grandes entraves que impedem o desenvolvimento sustentado.


BIOGRAFIA TISNADA Confúcio Moura chegou ao governo sem nenhum preparo para exercer o poder e sem nenhuma preocupação de dar grandeza ao estado. Montou uma gestão de compadres e de parentes. Foi eleito especialmente com o apoio do servidor público e principalmente do eleitorado da capital, e não soube sequer respeitar a etiqueta básica com os moradores de Porto Velho e com os servidores públicos, a quem trata com soberba aparentemente deliberada.

As medidas adotadas por esse personagem de nossa política tisnou sua biografia.


NÃO INDUZIU Pegou o estado com uma economia aquecida pelos milhões investidos em megaempreendimentos (como as hidrelétricas do Madeira) e mesmo assim não soube fazer do governo o indutor das transformações econômicas, industriais, agrícolas e tecnológicas que pudessem aproximar Rondônia da parte desenvolvida do Brasil.

Na verdade, Confúcio não recuperou nada e acabou foi destroçando as esperanças de reposicionar o estado como um dos grandes do país. Não foi e não será nunca estadista. Terá esse título apenas dos áulicos que adoram engrossar o cordão dos puxas-sacos.


ESQUECEU Confúcio, que é medico formado no tempo antigo, demonstrou ser um camarada letrado. Começou sua gestão fazendo um blog. Um capricho que não deu certo porque ali ficou claro como esqueceu normas elementares a que se obriga um chefe de governo com respeito à democracia e aos princípios republicanos.

Falta a Confúcio Moura um mínimo de majestática em relação às forças políticas com direito a disputar o poder. Deixou de ser o governo de todos; enredou-se na facilitação dos paroquiais de coloração partidária, regional ou grupal e, por isso, acabou estimulando conflitos (que ainda perduram), passando, também, a não absorver mais as críticas, sufocando históricos veículos da mídia não amestrada, enquanto faz cafuné aos áulicos que infringem normas legais.

Decididamente, Confúcio não é nem mesmo um arremedo de estadista.

ABANDONO GRITANTE Feriadão, oportunidade para sair com a família relembrando práticas comunitárias de estar na praça pública praticando o saudável lazer, lá fui – aproveitando para ver o “inusitado” programa oficial do Arrastão de São João – eu com a dona Conceição para a praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

O que deveria ser um momento de grande satisfação revelou-se, isso sim, mais uma decepção com a completa irresponsabilidade dos dirigentes públicos da capital rondoniense. Faz pensar, com certa ira, nas constantes afirmações ilusórias e estapafúrdias desse pessoal sobre o “crescimento do turismo” (só pode ser gozação) na cidade de Porto Velho. A principal praça da cidade, onde aquele prefeito que deveria estar na cadeia gastou (conforme estava num outdoor colocado lá) 19 milhões de reais. Só mesmo o Ali Babá e seus muitos ladrões para cometer tamanha safanagem.

E na “promoção” (rárárárárá) do novo prefeito o público não passava de 500 gatos pingados, sem outra alternativa (a cidade não oferece muita coisa), senão ver aquela coisa borocochô, numa praça com a grande parte das luminárias queimadas, sem bancos, sem banheiros, sem nada...

A praça Madeira Mamoré, onde Ali-Babá aprontou das suas com quase 20 milhões, está completamente abandonada, pedindo socorro, que só virá quando Porto Velho conseguir um prefeito de verdade.