Epifânia renuncia à presidência do PT em Rondônia

Sonia Cordeiro continua sendo a presidente estadual do PT, e o vice passou a ser o vereador de Porto Velho, Cláudio Carvalho.

Publicada em 02/06/2012 às 20:11:00

Da reportagem do Tudorondonia

Porto Velho, Rondônia – O plano dos aliados do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), foi por água abaixo. Eles não conseguiram colocar o chefe na presidencia do Partido dos Trabalhadores na reunião realizada neste sábado (2) em Ouro Preto do Oeste. Em compensação a presidente licenciada, deputada Epifânia Barbosa, renunciou ao cargo.

Sonia Cordeiro continua sendo a presidente estadual do PT, e o vice passou a ser o vereador de Porto Velho, Cláudio Carvalho. Ele tem buscado a conciliação entre as diversas alas existentes no partido. Aliado do prefeito Roberto Sobrinho, Claudio tem dito que agora é preciso abraçar a pré-candidatura da ex-senadora Fátima Cleide à prefeitura da Capital.
A situação começou a se complicar para Sonia Cordeiro porque ela não aceitou a denúncia feita pelo filiado Osvaldo Pitaluga contra a deputada Epifânia Barbosa. O estatuto do partido preve que ao quebrar o decoro parlamentar, deputados devem ser expulsos do partido.

Epifânia foi punida pela Assembleia Legislativa com a quebra temporária do mandato por quebrar o decoro parlamentar. Ela confessou à Polícia Federal que recebeu duas vezes dinheiro do deputado cassado Valter Araújo (PTB-Porto Velho). Na primeira vez for entregue a ela uma caixa com R$ 60 mil, e depois um envelope com mais R$ 30 mil.

Os aliados do prefeito estavam usando a falta de atitude de Sonia Cordeiro em relação à denúncia contra Epifânia Barbosa para tentar tomar o comando do PT. Não tiveram força para isso, porque Roberto Sobrinho enfrenta dificuldades quando se trata do diretório estadual. Ele tem mais força no diretório municipal de Porto Velho.

Na reunião realizada neste sábado, Epifânia acabou renunciando, evitando que a direção do partido a expulsasse da presidencia do PT. Ela alegava inocencia e dizia que não havia recebido propina de Valter Araújo, mas a situação se tornou insustentável depois que Pitaluga apresentou cópia do depoimento dela à PF confessando que recebeu o dinheiro, e a Assembleia Legislativa lhe puniu com a perda temporária do mandato.