Excetuando dois desembargadores, os demais atuam de forma imoral e anti-ética para dar apoio oculto à juíza que liberou precatórios ilegalmente

“são todos amigos e comensais, colegas de viagens particulares, e parentes por afinidade desta magistrada, e portanto não querem de maneira nenhuma que o caso siga adiante".

Publicada em 19/06/2012 às 14:50:00
 Da reportagem do Tudorondonia
 
O desembargador Vulmar de Araújo Coelho, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (Rondônia e Acre), denunciou, nesta terça-feira, que, na condição de corregedor da Corte, iniciou investigações que apontaram na direção da magistrada que liberou o pagamento de precatórios sem tomar qualquer providência prévia para confirmar a regularidade da advogada , que nunca tinha atuado no processo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), em tramitação há mais de 20 anos.

A magistrada à qual Vulmar se refere é Isabel Carla, da 2ª Vara do Trabalho, que liberou mais de R$ 5 milhões em precatórios à advogada Elisiane de Lisieux Ferreira , que, com documentos falsificados grosseiramente, conseguiu sacar e sumir com o dinheiro. Ela está suspensa pela OAB e desapareceu da cidade. O dinheiro até hoje não foi recuperado.

REDE DE PROTEÇÃO

 “A minha atitude de realizar essas investigações foi motivo de reprovação por parte de todos os desembargadores do TRT, que não escondiam o despudor de proteger a juíza das responsabilidades que terá que responder”.

Segundo Vulmar, “são todos amigos e comensais, colegas de viagens particulares e parentes por afinidade desta magistrada, e portanto não querem de maneira nenhuma que o caso siga adiante. Desta relação de apoios ocultos, imorais, anti-éticos somente excluo os desembargadores Ilson pequeno e Francisco Cruz”, afirma Vulmar Coelho em seu manifesto lido em frente ao TRT 14 e a OAB nesta terça-feira.