Formação da mesa diretora será discutida nesta semana
Como o governo estaria de olho nos cargos na mesa diretora, os tres governistas teriam planejado em conjunto com o Palácio Getúlio Vargas oferecer uma opção aos que renunciaram.
Da reportagem do Tudorondonia Porto Velho, Rondônia – A partir desta terça-feira, 29, os deputados estaduais discutirão como e quando será a eleição para substituir na mesa diretora os deputados Jean Oliveira (PSDB-Porto Velho), Ana da Oito (PTB-Nova Mamoré), Saulo Moreira (PDT-Ariquemes) e Epifânia Barbosa (PT-Porto Velho). Para escapar da cassação do mandato, os quatro renunciaram aos cargos na mesa, supostamente após firmarem um acordo com deputados governistas.
Como seis deputados foram suspensos do mandato por 30 dias, terão direito a voto 18 parlamentares. Para garantir a eleição é preciso assegurar dez votos, se não houver abstenções, porque nesse caso seria necessário ter nove votos. O discurso do deputado Neodi Carlos (PSDC-Machadinho do Oeste) na sessão onde foi cassado o mandato de Valter Araújo (PTB-Porto Velho) demonstra que dificilmente haverá acordo dos deputados governistas com a oposição.
Os deputados governistas dominaram a Comissão Parlamentar Processante (CPP), que iniciou o julgamento dos indiciados pela Polícia Federal na Operação Termópilas. O relator Edson Martins (PMDB-Urupá), Adelino Follador (DEM-Ariquemes) e Lorival Amorim (PMN-Ariquemes) votavam quase sempre da mesma forma.
Como o governo estaria de olho nos cargos na mesa diretora, os tres governistas teriam planejado em conjunto com o Palácio Getúlio Vargas oferecer uma opção a Jean, Ana, Epifânia e Saulo: eles deveriam renunciar à mesa e em troca Edson Martins iria propor apenas afastamento do mandato por 30 dias, em vez de cassação do mandato. Foi o que teria acontecido.
Quem acompanhou o duro discurso de Neodi Carlos na sessão da cassação do mandato de Valter entendeu nitidamente o que se passou. O que ninguém esperava era que Neodi dissesse em público o que aconteceu nos bastidores.
A oposição teria se reunido para evitar que os cargos que ficaram vagos na mesa fiquem com os deputados governistas, que são minoria na Assembleia, mesmo com o afastamento de cinco deputados. A tendencia é que os governistas tentem agora uma composição, para ficar com alguma coisa, mas isso deverá ser difícil.
Falta decidir a data da eleição e também se haverá a formação de chapas ou se a votação para cada cargo vago será feita separadamente. Neodi, pelo teor do discurso, acabou ficando bem cotado para um cargo importante.