Gir, o gado de Rondônia
Segundo Elias Penno, o Gir é uma ótima opção para a produção de leite orgânico. Isso por que os Gir são rústicos e menos perseguidos pelos parasitas.
No município de Vilhena, quase na divisa de Rondônia com Mato grosso, o produtor rural, Elias Penno, no sítio São Francisco, mantém um rebanho de 140 cabeças de gado Gir (P.O) puro de origem, só para a produção de leite, que rende em média 120 litros/dia. A preocupação dele não é com a quantidade e sim com a qualidade e o alimento para os futuros tourinhos que são muito procurados na região.
Segundo Elias Penno, o Gir é uma ótima opção para a produção de leite orgânico. Isso por que os Gir são rústicos e menos perseguidos pelos parasitas. São animais dóceis de fácil manuseio e que adoram um chameguinho. A proposta dele é embalar e comercializar o leite como produto orgânico para agregar valor.
Mais de cinco mil anos
A raça Gir existe há mais de cinco mil anos, sobrevivendo e enfrentando todos os tipos de intempéries, até alcançar os dias atuais, sempre com a mesma formação de bicho manso e carcaça avantajada. Em 1935, produtores de leite de Minas Gerais, iniciaram a importação de gado indiano, neste caso o Gir, visando melhorar e aumentar a produtividade leiteira.
Na década de 1980, a Embrapa- gado leiteiro desenvolveu e melhorou uma raça que já existia, apropriando e adaptando-a para as condições de clima tropical. Gado rústico com características próprias desenvolvida no Brasil e que atualmente é exportado com sucesso para América Latina, Emirados Árabes, China, Índia e Senegal.
No estado de Rondônia, essa raça pelo clima temperado adaptou-se muito bem. Em Vilhena no sitio São Francisco, o reprodutor “Vestígio” é o retrato desta raça mansa e bem adaptada pesando quase uma tonelada cada tourinho filhote dele são comercializados por R$ 4.500,00, com registro. Elias Penno, não consegue atender os mais de 100 pedidos anuais de produtores rurais de todo o Estado, que desejam melhorar a qualidade do rebanho.
Texto: José Luiz Alves
Fotos: José Luiz Alves
Fonte: Assessoria Seagri
Fonte: DECOM - Departamento de Comunicação Social