Governo de Rondônia bloqueia em fevereiro salário de 7,8 mil que não se recadastraram; desbloqueio ocorre em 10 dias

Na folha de pagamento de fevereiro próximo, Rondônia terá 48.189 servidores na ativa. A cada mês, servidores transpostos e aposentados são excluídos desse total.

Texto: Montezuma Cruz Fotos: Daiane Mendonça
Publicada em 12 de janeiro de 2018 às 14:32

A partir da próxima semana, o Diário Oficial do Estado de Rondônia publicará a lista com nomes de 7,8 mil servidores reprovados no recadastramento iniciado em outubro do ano passado. Eles terão salários bloqueados, mas poderão regularizar a situação logo em seguida a esse ato governamental.

Na folha de pagamento de fevereiro próximo, Rondônia terá 48.189 servidores na ativa. A cada mês, servidores transpostos e aposentados são excluídos desse total.

Dos 48,1 mil servidores, 41 mil enviaram documentação completa para o recadastramento e 21 mil foram aprovados, informou hoje (11) o diretor executivo interino da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), Andrews José Vieira.

“Tão logo se regularizarem, os bloqueados terão seus nomes retirados na lista, dez dias após a sua publicação no Diário Oficial”, garantiu.

Civis, militares ativos, emergenciais e comissionados, pertencentes ao quadro da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual, atualizam dados cadastrais no início de outubro do ano passado. No entanto, há situações pendentes que totalizam 14.329, somando-se aos reprovados.

Entre as falhas mais comuns constam a anexação de dois ou mais documentos num só arquivo eletrônico, quando o correto é individualmente; documentos ilegíveis; lotação incorreta.

“As pessoas podem consultar os departamentos de recursos humanos [RHs], para receber orientação a respeito de cada caso”, avisou Andrews Vieira. Alertando: “Mesmo depois de recadastrado, o servidor deve acompanhar a sua situação pelo portal do servidor ”.

Deixaram de comunicar seus dados 6,5 mil pessoas. Direções de hospitais regionais apoiaram servidores, informou a chefe de núcleo Juliana Polli, da Segep. Ela disse que o órgão solucionou diversas situações de dificuldade, a exemplo do professor indígena Fábio Cinta-Larga, vinculado à Secretaria Estadual de Educação e morador na Aldeia Tenente Marques, interior do município de Espigão d’Oeste.

Trabalhando a 208 quilômetros da cidade, o professor é um dos responsáveis pela educação dos chamados cintas-largas Paábiey [“os de cima”] do rio Roosevelt. Sem energia elétrica na aldeia e sem outro documento que apontasse o real domicílio, ele assinou declaração, que foi devidamente reconhecida pela Segep.

Jocimar Guedes de Melo, técnica de saúde no Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, mãe de três filhos e com cinco netos, inteirou sua documentação na manhã desta sexta-feira. Ela trabalha há 34 anos no HB.

A lavadeira do HB Maria Neuza de Farias, 10 filhos [dois falecidos] e 11 netos, disse que participou de dois recadastramentos e corrigiu uma falha de documentação no mais recente. Ela mora em Candeias do Jamari, a 18 quilômetros de Porto Velho.

CONSULTE

A determinação governamental do recadastramento dá cumprimento ao Decreto 22.303, de 29 de setembro de 2017.

Se você é servidor e pretende acompanhar o recadastramento, proceda da seguinte forma: entre no site www.intranet.ro.gov.br do Governo do Estado; digite o CPF e adicione a senha específica; se não tiver senha, crie uma, recebendo-a imediatamente no e-mail. 

Comentários

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    Raoni Fernandes de Souza 13/01/2018

    Se eu morasse no Brasil poderia cogitar a hipótese de isso ser uma manobra para reter dinheiro dos servidores para outras finalidades, que não sei se são lícitas ou não. Porque a Receita Federal tem acesso a nossa vida e sobre nossos cargos assinamos folhas de ponto, e já fizemos outros recadastramentos em anos anteriores, parece até que a o interesse é retenção da verba de pagamento do servidores. Isso vai dá merda, porque o pouco que ganhamos não paga tudo o que devemos, vai ter gente surtando, quebrando tudo, passando fome, sem transporte pra trabalhar. O povo não aguenta mais porrada do Estado. Pra quem quer ser senador só lamento.

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    Justiceiro 13/01/2018

    O povo tem que se unir e quebrar tudo, tacar fogo nos carros desse políticos safados, pedrada na cara de governador e deputado. Não dá pra aguentar tanta safadeza contra os servidores públicos. Era o que faltava para surtarmos. Um safado desse ainda quer ser senador, só se for no inferno.

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    marcos britto 12/01/2018

    O Governo já tem no sistema, onde estão os Servidores e sua lotação,esse bloqueio é ilegal,esclareço que os fantasmas já se recadastraram,abram um novo prazo,pois já fiz mil recadastramento!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    marcos britto 12/01/2018

    Os deputados não aprovaram uma lei proibindo o bloqueio dos salários, isso é um absurdo, ainda dá tempo de regularizar,não precisa o bloqueio,senhores sindicalistas, MP, revejam isso,acionem a justiça!!!

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    MOACIR SILVA 12/01/2018

    Estou de pleno acordo que o recadastramento deve ser feito com todos os documentos exigidos, mas para que não haja desconforto e perda de tempo, o agente do órgão responsável pelo recadastramento deve informar ao recadastrando de imediato os documentos para tal, caso o mesmo deixou de apresentar.

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