Greve continua prejudicando população nos hospitais

Pacientes com cirurgias marcadas estão sendo obrigados a retornar aos seus municípios. Outras dificuldades que o HB enfrenta são as sabotagens que estão acontecendo neste período de greve.

Publicada em 16/05/2012 às 10:50:00

AUTOR (A) E FONTE DA NOTÍCIA: Antonia Lima
Gecom – Sesau/DECOM

Porto Velho, Rondônia - A greve dos servidores da saúde continua prejudicando a população rondoniense. Rotineiramente, cerca de 600 pessoas passam pelo Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, vindas de todo Estado em busca de atendimento. Com o movimento grevista, que começou há 19 dias, essa média caiu para 200 atendimentos dia.

De acordo com o diretor da unidade , Jean Negreiros, o HB está funcionando com 40% da sua capacidade de funcionários. “As dificuldades são muitas e quem sofre mais com tudo isso são os pacientes, principalmente aqueles que estão com cirurgias eletivas marcadas, ou seja, que já estão programadas;  os pacientes chegam do interior do estado e não conseguem ser internados”, afirma Jean Negreiros.

O diretor disse ainda que houve redução também das cirurgias. Em dias normais são realizadas cerca de 35 por dia. Hoje muitas são canceladas porque os pacientes não são recebidos devido a greve.

Sabotagem Outras dificuldades que o Hospital de Base está enfrentando são as sabotagens que estão acontecendo neste período de greve, tais como invasão da sala de imprensa, corte de fios do sistema elétrico dos corredores, interrupção do abastecimento de água da lavanderia, danos ao revelador do aparelho de raio x e também o arco do aparelho cirúrgico, o que impede a realização de 90% dos procedimentos ortopédicos, como exames de fêmur, tíbia, coluna e muitos outros.

UTI Três leitos de UTI estão disponíveis para pacientes em estado grave, oriundos do Pronto Socorro João Paulo II. “Mesmo com a redução a unidade de saúde está fazendo esforços para que os usuários do Sistema Único de Saúde não fiquem desassistidos”, declara o diretor geral do HB Jean Negreiros.