Horário brasileiro de Verão começa neste domingo
Essa medida não vale para Rondônia, cujo horário continua o mesmo.
Na madrugada deste domingo , 16 de outubro, começa mais um horário de verão brasileiro. Com isso, a partir da meia noite os brasileiros terão que adiantar os seus relógios em uma hora. (Essa medida não vale para Rondônia, cujo horário continua o mesmo).
O Decreto nº 6.558 de 2008 determina que a temporada para ajustar os ponteiros do relógio deve começar no terceiro domingo do mês de outubro, prolongando-se até o terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente. A medida também estabelece que quando a data de término coincidir com o feriado do carnaval, o encerramento se estende ao domingo seguinte, com isso o horário de verão terminará em 26 de fevereiro.
A norma possui o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica. Na prática, o adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que, o atendimento em períodos de maior consumo, entre 18h e 21 horas (horário de ponta), ocorra com maior eficiência.
ESTADOS PARTICIPANTES
O horário de verão é válido para todos os Estados das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país.
ECONOMIA DE ENERGIA
Em todas as regiões, onde a medida foi adotada, contabilizou-se uma redução média na demanda de aproximadamente 5%. Este ano a expectativa é a mesma dos anos anteriores, quando verificou uma redução na demanda de energia elétrica de até 5%, ou cerca de 2.050 MW nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e 600 MW na região Sul.
Na região Sudeste, essa redução de demanda seria suficiente para abastecer uma cidade com quatro milhões de habitantes no horário de “pico”. Na região Sul, a economia poderia gerar energia para um município com um milhão de pessoas. Durante os meses em que a medida é adotada, a redução total da energia consumida no período, deve ser de aproximadamente 0,5%, ou cerca de 230 MW médios no Sudeste e Centro-Oeste, e 48 MW médios no Sul do país.
Nos últimos dez anos, a medida possibilitou uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de maior consumo (horário de "pico"), que ocorre entre 18h e 21h. Isso significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de maior carga, cerca de dois mil megawatts a cada ano, ou duas vezes a carga no horário de ponta da cidade de Belo Horizonte, no caso do sistema sudeste-centro oeste, e ou 75% da demanda da cidade de Curitiba, no caso do sistema sul.