Juiz do TRT-RO recebia dinheiro em caixa de sapato, diz amante de magistrado
Servidora que está no programa de proteção à testemunha viu entrega de dinheiro vivo a juiz e foi ameaçada pelo magistrado, que usou uma pistola. Casa de testemunha foi incendiada.
Da reportagem do Tudorondonia
Porto Velho, Rondônia - O desembargador Vulmar de Araújo Coelho Júnior e o juiz Domingos Sávio estão sendo acusados, entre outros supostos crimes, de ameaçar de morte pelo menos uma servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região.
A ameaça era para que esta não denunciasse um mega-escândalo envolvendo o pagamento ilegal de precatórios e de honorários a advogados que participariam do esquema criminoso de desvio de recursos bilionários que, em vez de irem parar no bolso de quem de fato tem direito a receber, acabavam nas mãos dos magistrados e de outras pessoas investigadas pelo Conselho Nacional de Justiça e Polícia Federal; entre estas, advogados militantes em Rondônia e em outros estados.
O caso está em segredo de Justiça, mas, segundo informações de funcionários
do TRT, uma servidora identificada apenas por “Débora” revelou à polícia como funcionava o esquema e entregou os magistrados. Ela está no programa de proteção à testemunha.
Débora, segundo as investigações, viu a entrega de dinheiro , dentro de uma caixa de sapato, a um magistrado do TRT 14 (Rondônia e Acre). Ameaçada de morte, Débora disse que o juiz do trabalho Domingos Sávio a obrigou a entregar o celular, apontando para ela uma pistola. Se não colaborasse – disse o magistrado – a servidora seria morta.
Quem denunciou o caso ao Conselho Nacional de Justiça foi a mãe de Débora. A servidora, além de ameaçada de morte, teve a casa incendiada.Débora, de acordo com o site da revista Veja, era amante de outro magistrado.
Segundo divulgou nesta quarta-feira o site da revista Veja, “Em outra ocasião, conforme os depoimentos prestados à Polícia Federal, o desembargador Vulmar de Araújo Coêlho Júnior, corregedor do TJ local, afirmou que alguns magistrados morreram assassinados no Estado. A declaração foi entendida por outro servidor que tomou conhecimento do esquema como uma ameaça velada. Vulmar está de licença e, segundo assessores, estudando na Espanha”.
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