Juizado Especial e Defensoria Pública auxiliam a Sesau a avaliar dieta enteral em casa e nos hospitais, em Rondônia

Parceria com o Juizado Especial e Defensoria Pública melhoram a eficácia desse órgão, informou hoje (10) a responsável pela Coordenadoria Técnica Estadual de Nutrição Enteral da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Alcione Altini Paes.

Texto: Montezuma Cruz Fotos: Esio Mendes
Publicada em 11 de agosto de 2017 às 14:42
Juizado Especial e Defensoria Pública auxiliam a Sesau a avaliar dieta enteral em casa e nos hospitais, em Rondônia

O governo estadual investe mensalmente R$ 1 milhão por mês (R$ 12 milhões/ano) na aquisição e distribuição de suplementos e módulos nutricionais para crianças e adultos impossibilitados de se alimentar por via oral em Porto Velho e no interior de Rondônia.

Parceria com o Juizado Especial e Defensoria Pública melhoram a eficácia desse órgão, informou hoje (10) a responsável pela Coordenadoria Técnica Estadual de Nutrição Enteral da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Alcione Altini Paes.

A maioria de pacientes adultos e idosos formam o quadro de pacientes de doenças crônicas não transmissíveis: cardíacas, câncer, depressão, diabetes, hipertensão, obesidade e respiratórias. Eles recebem essa alimentação.

“A industrialização de alimentos e o sedentarismo maltrata as pessoas e já existem estudos associando a má alimentação à depressão”, alertou a coordenadora.

A central, que nasceu em 2015 e atualmente funciona em um grande galpão do bairro Industrial, distribui produtos para a terapia nutricional enteral completa, suplementar e com módulos nutricionais (fibras, proteínas e carbohidratos). Geralmente, são itens importados e adquiridos por licitação eletrônica.

Ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas aumenta os riscos de depressão, segundo um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, o que confirma resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de fast-food a essa doença.

Alcione Paes explicou a razão da parceria que impôs avaliação da real necessidade de cada paciente, corrigindo dessa maneira situações anteriores, uma delas, a entrega do produto a pacientes em casa.

No rol de cuidados para o paciente melhorar a saúde, ela lembra a necessidade do consumo de alguns produtos, entre os quais, óleo de oliva, ricos em ácidos graxos ômega 3, que podem combater o risco de doença mental.

Anteriormente, o Tribunal de Contas do Estado constatava a falta de espaço físico para armazenar os produtos, alguns dos quais até perdiam a validade. Essa situação resultou no que ela classifica de “eficácia de gestão”.

Segundo a coordenadora, os investimentos foram recalculados, sobrepreços analisados e foram criados critérios por meio de protocolo que avalia o paciente nos aspectos socioeconômicos, nutricionais e seus laudos médicos.

Hoje, a avaliação do paciente é feita conjuntamente pela coordenadoria e pelo Poder Judiciário, enquanto o maior número de demandas procedem do Juizado Especial e da Defensoria Pública.

DIETA ARTESANAL

O fato de a central distribuir produtos importados, de alta qualidade, e representados por reduzido número de fornecedores também preocupou a Sesau, porque algumas mães deixavam de amamentar e até pediam “a mais” para o consumo de ouros filhos, por exemplo.

O avanço possibilitou melhor acompanhamento, evitando com isso o armazenamento de produtos e venda de dietas.

Conforme Alcione, a coordenadoria adotou a dieta artesanal à base de insumos já disponíveis. Ela é de baixo custo e é bastante utilizada, principalmente por pacientes que fazem uso da nutrição enteral por um longo período em decorrência do seu menor custo.

“A vantagem é que o paciente entra no convívio familiar, fortalecendo vínculos afetivos”, comentou.

Segundo o administrador Maycon Souza Silva, a central tem dez funcionários e ainda atende pacientes do Serviço de Atendimento Médico Domiciliar (Samd), e fornece a aproximadamente 20% do total de pacientes oncológicos (de câncer).

De janeiro a novembro de 2016, o número de pacientes atendidos subiu para 560, totalizando 160% de crescimento em comparação a 2015.

A clientela desse tipo de nutrição está espalhada por hospitais públicos, na Assistência Médica Intensiva e no Centro de Medicina Tropical de Rondônia.

Comentários

  • 1
    image
    waldemir cruz 11/08/2017

    muito cuidado com esse tipo de dieta. e principalmente com a conservação do produto naquele galpão.

Envie seu Comentário

Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook

Exames confirmam que 1,1 mil bois morreram de botulismo em MS

Exames confirmam que 1,1 mil bois morreram de botulismo em MS

Exames confirmam que 1,1 mil bois morreram de botulismo em propriedade rural localizada no município de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. Foram encontradas toxinas no alimento dos animais. Além disso, o diagnóstico foi confirmado por investigação clínico-epidemiológica feita no local.