Médico fala mal de Rondônia e ainda pede indenização

No juízo federal criminal o médico Marcos Wendel pediu a condenação do jornalista por injúria e difamação, por ter supostamente cometido crime contra honra.

Publicada em 21/10/2011 às 06:58:00

O médico Marcos Wendel Berlamino da Silva, apontado pelo jornalista do Diário da Amazônia, Sílvio Santos, pelo museólogo Antônio Ocampo e pelo músico e advogado Paulinho Rodrigues de ser autor de matéria difamatória escrita contra o povo do Estado de Rondônia, está processando, na justiça estadual e federal, o articulista cultural e escritor Antônio Serpa do Amaral Filho, por ele ter escrito o texto "O analfabeto sociológico", no qual Serpa procurou defender os valores culturais rondonienses em tese atacados por Wendel.

No juízo federal criminal o médico Marcos Wendel pediu a condenação do jornalista por injúria e difamação, por ter supostamente cometido crime contra honra do médico. Já na justiça comum, Wendel ajuizou uma ação de indenização contra o articulista, pedindo a condenação dele e o pagamento de R$ 21.800,00, a título de danos morais.

A matéria pivô da polêmica tem por título "Viva o Carnaval, Viva Porto Velho, Morreu Manelão", publicada por Wendel no sítio web [email protected]. O texto se espalhou na internet e causou uma reação em cadeia no diversos setores culturais da capital. Em algumas passagens a matéria diz: "Em Porto Velho também há carnaval. E dos piores. A festa daqui é uma imitação tosca, ridícula e mal feita dos carnavais de outras praças. É uma espécie de excrescência do nada, uma apologia ao ridículo, ao absurdo; e a maioria dos rondonienses e porto-velhenses não se acanha em sair por aí se drogando e pulando feito macacos no meio da rua. São homens vestidos de mulheres e mulheres quase nuas, a maioria bêbados e drogados. Os babacas se esquecem de que moramos numa cidade suja e imunda, sem saneamento básico, sem água tratada, sem escolas públicas de qualidade, sem hospitais públicos decentes e quase também sem homens públicos
honestos".

Sobre o internauta que provocou a discussão disse o presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos, o Tatá: "o anjo torpe se assina Marcos Wendell". Não o conheço e nem quero. Segundo dizem é médico e atua no Hospital João Paulo II. Pelo visto trata-se de um típico broxado de idéias, analfabeto de alegria, desprovido cultural, nu de princípios de educação, zerado de ânimo pelo bem viver, órfão de conhecimento mínimo em se tratando de povo e cultura. Não tendo o que fazer, o leso preferiu vomitar a sua arrogância, a sua ignorância e desqualificação, justo em cima da nossa cidade porto e, pra azar dele, mexendo naquilo que sempre trazemos como pano de frente ou estandarte, o amor pela nossa terra mãe. Já o musico Paulinho Rodrigues, em sua matéria "DELÍRIOS DE UM PRIMATA TOLO", contra-atacou Wendel, dizendo que o "primata de branco", em sua ruidosa mente delirante, mais parece uma glossina, que inseto hematófago, vampiriza e macula uma profissão digna, chegando às raias da diátese, ou seja, total predisposição moral mórbida. Fico a imaginar, se um ser humano necessitando de cuidados médicos ao procurar "...o nosso mais importante "açougue"..." (palavras do próprio uteista), vir cair nas suas mãos.

Exercendo a medicina, em tese, por analogia, poderá ele (o delirante primata de branco), brincar de Deus e decidir sobre a vida ou a morte do paciente. Égua !!! valha-me Deus!!

O intelectual Antônio Ocampo também entrou na briga e se referiu ao médico nos seguintes termos, na sua matéria "MARCOS WENDEL - UM ANTI-CULTURA": Nos últimos dias o que mais se falou no meio cultural foi uma matéria publicada por um profissional da saúde não adaptado, até agora, a cidade de Porto Velho, mas que se meteu a falar de nossa gente e dos costumes dos portovelhenses. O que o dito médico escreveu foi de uma profunda infelicidade que, depois de ter lido diversas
vezes, eu defino como: PRECONCEITO E RACISMO. A matéria do dito médico foi publicada em pleno carnaval e de seu cérebro tosco saíram todas as asneiras que um ser humano sem respeito para com a cultura alheia poderia dizer. Cérebro tosco, você jamais pode dizer "nossas gordas passistas", por não ser um rondoniense. Você, doutorzinho, é UM mineiro dá pior espécie que aquele estado gerou. E quando tenta ridicularizar as mulheres rondonienses você mais uma vez mostra a sua péssima educação e qualificação quanto a ser um homem no sentido masculino. Será que asua esposa recebe esse mesmo tratamento? Temo por ela.

O jornalista, chargista e artista plástico, João Zoghbi, na coluna do jornal Diário da Amazônia "Lenha na Fogueira", edição de 22/03/2011, deixou com seus traços irreverentes, seu inconformismo diante das manifestações do médico Wendel Belarmino: - "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é". "É ... acho que o dotô não foi convidado pra festa".

O médico Marcos Wendel diz não ser o autor da matéria e aponta o professor de cursinho José Nazareno como sendo o produtor do texto, cujo título original é "Carnaval Devia Ser Proibido", modificado por Wendel, na publicação do web por ""VIVA O CARNAVAL, VIVA PORTO VELHO, MORREU MANELÃO". Além de trocar o título do texto, Wendel não citou a autoria da redação opinativa, quando a publicou na Tribuna Médica, assumindo como suas as idéias veiculadas e levando todos os internautas, inclusive os intelectuais nativos, a crerem ser ele o autor da matéria. O imbróglio, fruto da sua impostura, causou
indignação tanto entre os intelectuais rondonienses, como também entre seus pares na comunidade médica de Porto Velho.
Agora, vem o dito pedir indenização! Talvez mereça um samba enredo no próximo carnaval.

Zola Xavier da Silveira
Jornalista

Nota da redação: O conteúdo dos textos publicados neste espaço não traduz, necessariamente, a opinião do Jornal Tudorondonia.