Ministério Público ajuíza ação contra deputada por prática de nepotismo
Ana da 8 empregou vários parentes em seu gabinete na Assembleia Legislativa de Rondônia.
O Ministério Público de Rondônia ajuizou ação civil de responsabilidade por improbidade administrativa contra a deputada estadual Ana Lúcia Dermani de Aguiar, conhecida como Ana da 8, por prática de nepotismo. Também são réus na ação Luciana Dermani de Aguiar, Albaniza Alevino de Andrade Desmoni e Thalisson Monteiro da Costa, irmã, tia e genro da deputada, respectivamente, nomeados para trabalhar no gabinete da parlamentar em 2011, conforme publicações no Diário Oficial da Assembleia Legislativa.
As nomeações foram detectadas durante as investigações da Operação Termópilas. De acordo com o MP, embora os atos oficiais de nomeações tenham sido assinados pelo ex-deputado Valter Araújo, o ato de improbidade administrativa devido a prática de nepotismo está configurado na conduta da deputada Ana da 8, pois era ela, enquanto deputada estadual, quem decidia quem deveria ou não ser nomeada para trabalhar em seu gabinete. Logo cabia ela a responsabilidade pelas contratações no seu gabinete. As nomeações somente foram assinadas pelo ex-deputado Valter Araújo em razão de ser ele o presidente da ALE na época dos fatos.
A ação foi ajuizada pelo Promotor de Justiça Alzir Marques Cavalcante Júnior que pediu a aplicação das sanções previstas no artigo 12, inciso II, da Lei nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa).
Ana da 8 é acusada pela Polícia Federal de cobrar propina do ex-deputado Valter Araújo, então presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, por meio de mensagem via telefone. Ana se referia à propina como "DIM DIM", conforme interceptações feitas pela Polícia Federal.