Mudança de local da ponte pode influenciar positivamente em desapropriação, diz ACR

O dirigente empresarial citou como exemplo os problemas de congestionamentos e os acidentes com mortes que vêm ocorrendo diariamente nas avenidas Jorge Teixeira e Migrantes.

Publicada em 08/07/2009 às 15:14:00

O presidente da Associação Comercial de Rondônia, Vanderlei Oriani, disse, ao participar de reunião na Associação de Moradores do Bairro da Balsa, no último sábado, que uma das soluções para amenizar o problema criado pela desapropriação imobiliária, prevista para ocorrer no bairro da Balsa, zona norte de Porto Velho, é a mudança do local de construção da ponte sobre o Rio Madeira.

Segundo Oriani, se a ponte for construída oito quilômetros abaixo do local previsto, com a construção do anel viário, além de desafogar e impedir o estrangulamento do trânsito na área urbana de Porto Velho, é possível que a desapropriação nem precise ocorrer, já que o fluxo de carreta acabará. “Aí, ao invés de brigar para não ter que deixar suas residência por um preço vil, a Associação de Moradores vai lutar pela implementação de melhorias no bairro”, disse o empresário.


Oriani lembrou a audiência pública sobre a necessidade de mudar ou não o lugar de construção da ponte, promovida pelo deputado federal Lindomar Garçom. Segundo o dirigente da Associação Comercial de Rondônia, nota-se que toda a comunidade portovelhense está preocupada com os malefícios que a ponte, se construída onde está planejada, deve acarretar a cidade. “Não é uma briga política. É um apelo social em favor da cidade e de seus moradores”, destacou.

O dirigente empresarial citou como exemplo os problemas de congestionamentos e os acidentes com mortes que vêm ocorrendo diariamente nas avenidas Jorge Teixeira e Migrantes, que foram federalizadas pela Prefeitura sob o argumento de que teriam mais recursos para sua manutenção. “Além de não ter as avenidas recuperadas durante todo o ano, o que o cidadão de Porto Velho ganhou foi congestionamentos gigantes na hora de ir ao trabalho ou voltar para casa, sem contar as vidas que se perdem em acidentes fatais quase todos os dias”, advertiu Oriani.

Para o líder empresarial, esse quadro de trânsito com problema em pleno centro da cidade, só virá aumentar se a sociedade não se mobilizar e permitir que se construa a ponte onde hoje se faz a travessia do Madeira pela balsa. “Volto a insistir que temos a obrigação de pensar a nossa cidade para, pelo menos daqui a 10, 15 anos e não criar um problema que será de difícil solução no futuro”, reiterou.

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