30/04/2012 - 15h06min - Atualizado em 30/04/2012 - 15h06min

Operários de Jirau são abandonados na rua pelo Sticcero

Neste último final de semana, 25 dos 60 operários estavam com suas malas e pertences na calçada do Hotel Guajará, portando apenas a passagem de volta para seus lugares de origem.

foto:serpa

operários despejados do Hotel Guajará pelo Sticcero Operários abandonados pela WPG/ESBR-Camargo Correa-Suez nas obras da usina hidrelétrica de Jirau vivem agora uma outra situação de abandono, desta vez, segundo eles, provocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia/Sticcero, que suspendeu o pagamento da alimentação e estadia dos trabalhadores que se encontravam alojados no Hotel Guajará, no centro da cidade, deixando os operários literalmente na rua.

Apenas com a passagem doada pelo sindicato, um grupo de aproximadamente 15 operários já deixou o Estado, partindo à míngua, sem dinheiro para manutenção, sem os direitos trabalhistas recebidos e sem apoio da entidade sindical, que alega que esses trabalhadores não são da categoria do Sticcero.

Os operários não recebem seus salários desde outubro do ano passado.Segundo Leonardo Dias, um dos líderes do grupo que foi despejado, os operários pediram ao sindicato que os ajudassem até o próximo dia 03 de maio, quando o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região julgará o dissídio coletivo que está tramitando naquela corte de justiça, havendo, segundo ele, uma grande possibilidade de obter uma sentença positiva da corte trabalhista, mas receberam resposta negativa da entidade de classe.

Neste último final de semana, 25 dos 60 operários estavam com suas malas e pertences na calçada do Hotel Guajará, portando apenas a passagem de volta para seus lugares de origem.

O líder Leonardo declarou que os trabalhadores estão vivendo em condições de miserabilidade, com dívida de luz, água e mercearias em sua terra natal por conta do calote que o pool de empresas WPG/ESBR-Camargo Correa-Suez aplicou no grupo que prestou serviço na região onde está sendo construída a usina de Jirau, à distância de 100 quilômetros da capital. A Liga Operária tenta ajudar os trabalhadores, denunciando o caso à imprensa local e pedindo providência por parte do Ministério Público do Trabalho.

Os operários disseram que foram duplamente abandonados: pela empresa WPG/ESBR e pelo presidente do sindicato Raimundo Soares da Costa, o “Toco”. Em assembléia eles deliberam que uma comissão de quatro trabalhadores ficará, de qualquer maneira, em Porto Velho para aguardar o julgamento da demanda judicial trabalhista e para representar os interesses dos seus companheiros de classe junto às empresas. A presidência do sindicato alega que está pagando hospedagem e comida para os abandonados do Jirau desde do ano passado, que gastou mais de 600 mil reais com os trabalhadores e que o TRT é que deveria obrigar a empresa a arcar com as despesas dos seus antigos contratados. Raimundo Soares disse, ainda, que pretende construir uma nova sede de atendimento para os filiados ao sindicato e que a entidade vai precisar do dinheiro que vinha gastando mensalmente - cerca de 100 mil reais. “Esse pessoal está vinculado à Liga Operária, e ela só sabe bater no sindicato” – acrescentou ele.

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

comentários

COMENTÁRIOS


Avatar de FLAVIO JOSE DE SOUZA

Postado por FLAVIO JOSE DE SOUZA em 01/05/12 às 19:05

Gente, de certa forma o Sindicato tem razão, afinal não podem ficar com um ônus que não é seu, ora, cabe a empresa que contratou os trabalhadores(as) quitar os débitos trabalhistas e ao Judiciário agir com rigor e de forma rápida, urgente, hoje, agora, nesse minuto, posto que não é justo essa demora no julgamento. Entendo que deve ser responsabilizado de imediato a usina e a usina que demande contra as empresas junto ao Judiciário, pois o que não pode e o trabalhador(a) ficar a merce de disputas judiciais e como todos sabem, duram uma eternidade. Gostaria de saber onde estão os direitos humanos, as pessoas que defendem o Estado a unhas e dentes, mas não se pronunciam sobre essa questão. Gostaria de saber qual seria a reação dos servidores públicos ou dos Poderes (Judiciário e Legislativo) porventura o Executivo não efetuasse o repasse legal no prazo da lei?. Claro que iriam a Justiça pedir o bloqueio das contas do Estado, ou estou errado?. É incrível como o mundo não muda.

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Avatar de WALBER

Postado por WALBER em 30/04/2012 às 16:11

enquanto o sticerro fica negociando as escondidas com a fitrac na SRTE nos dias 25,27 de janeiro e 07 de março pedindo ao SRTE que não divulgasse informação a quem quer que seja os trabalhadores ficam jogados seu toco dizia que seu amaral era pelego e agora estão juntos como fica as galinhas que são os trabalhadores com raposas tomando de conta dogalinheiro

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