Os questionamentos da PF e o silêncio de Valter. VEJA DOCUMENTO
Leia trechos das transcrições das escutas telefônicas e do monitoramento de ambientes feitos pela PF . Diversas pessoas aparecem falando como funcionava o esquema.
Da reportagem do TUDORONDONIA
O deputado estadual Valter Araújo (PTB), presidente afastado da Assembleia Legislativa de Rondônia, disse, ao delegado da Polícia Federal que tentou interrogá-lo, que só falará sobre as investigações em juízo. E recusou a proposta de delação premiada. Mesmo assim, o delegado Araquém Tavares Lima, da PF, deixou consignadas as perguntas, que, mesmo sem respostas, dão uma ideia da extensão das investigações que resultaram na Operação Termópilas e na prisão de 15 pessoas – entre elas, o próprio Valter; o secretrário-adjunto de Saúde, José Batista, e diversos assessores do Governo do Estado, todos unidos, de acordo com a polícia, para desviar recursos públicos.
Nas escutas telefônicas e monitoramentos de ambientes deputados estaduais aparecem pedindo “Dim Dim” a Valter Araújo (caso de Ana da 8); fala-se sobre os métodos de Valter Araújo (as gravações foram feitas dentro de um carro); a mesma Ana da 8 diz que vai fazer um culto a Jesus; assessores conversam sobre propina, enfim, todo o esquema de desvio de recursos é delineado pelos próprios protagonistas.
Também aparecem gravações relativas à Epifânia Barbosa, presidente regional do PT e pré-candidata a prefeita de Porto Velho; é citado o nome da Distribuidora Coimbra como o local onde Valter Araújo guardaria dinheiro ilícito; vem à tona um negócio comentado nos bastidores políticos , mas não divulgado: a suposta cobrança de propina, por Valter Araújo, para liberar o pagamento de dinheiro referente a imposto de renda devolvido aos deputados.
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