Pastores evangélicos e padres católicos se enfrentam em Cacoal

Pode ser que a campanha não entre nos templos religiosos, mas deverá ficar nos arredores.

Publicada em 20/07/2012 às 03:17:00

Da reportagem do Tudorondonia

Porto Velho, Rondônia – Em Cacoal a disputa eleitoral está virando uma espécie de briga política entre católicos e evangélicos, e por serem em número maior estes últimos aparentemente levam vantagem. Apesar de a Igreja Católica oficialmente não apoiar a candidatura de padres, nas últimas eleições até mesmo as freiras pediram voto para o candidato do PT, Padre Franco, que agora disputa a reeleição.Mas agora ele terá que enfrentar nas urnas a pastora Glaucione Rodrigues (PSDC).

Devido ao seu carisma, Padre Franco conseguiu recentemente algo que dificilmente algum prefeito consegue. Obteve doações de empresários e da comunidade em geral para o bloqueteamento da escola municipal Pedro Kemper. Uma empresa aceitou fazer o trabalho a preço de custo. Acontece que a empresa venceu a licitação quando a obra estava em andamento, o que gerou problemas ao prefeito. Vereadores da oposição falam em improbidade administrativa.

Glaucione Rodrigues, por sua vez, também enfrentou alguns problemas. Uma empresa da família dela, a Rondônia Oxigênio Ltda, vendia o metro cúbico de oxigênio a R$ 18,68 para o governo do Estado. Enquanto isso, as prefeituras compram oxigênio por menos de R$ 6,00. O Ministério Público questionou o contrato com o governo e também o fato de a empresa ter doado R$ 67 mil para a campanha de Glaucione a deputada.

Apesar disso, Glaucione Rodrigues tem uma quantidade bem maior de pessoas trabalhando para ela. Entre os candidatos a vereador há um grande número de pastores evangélicos, que mantém um contato muito próximo com o rebanho. E o rebanho vota.

Já o rebanho católico é bem mais disperso. Muitos dos que se dizem católicos sequer vão à igreja. Aparentemente as freiras que pediram voto para Padre Franco na última campanha não conseguirão fazer frente aos pastores que fecharam com Glaucione Rodrigues. Pode ser que a campanha não entre nos templos religiosos, mas deverá ficar nos arredores.