PF monitorou conversas de Valter Araújo e de dezenas de pessoas por meio de escutas ambientais
Os passos de todas as pessoas foram seguidos. Conversas nos mais diferentes ambientes e circunstâncias foram gravadas. Foram feitas escutas e filmagens em automóveis , na rua...
Da reportagem do TUDORONDONIA
Porto Velho, Rondônia - A prisão do deputado estadual Valter Araújo (PTB), presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, ocorreu graças, também, ao sistema de escutas ambientais – e não apenas telefônicas.
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Acusado de chefiar uma suposta quadrilha que agia em diversos órgãos e secretarias do Governo do Estado e desarticulada pela Polícia Federal, na sexta-feira, durante a Operação Termópilas, Valter e pessoas ligadas a ele foram alvo de escutas telefônicas e ambientais autorizadas pela justiça.
Os passos de todas as pessoas foram seguidos. Conversas nos mais diferentes ambientes e circunstâncias foram gravadas. Foram feitas escutas e filmagens em automóveis , na rua e em outros locais públicos freqüentados pelos acusados. São horas e horas de gravações.
Nas conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial, Valter Araújo é chamado de “Bonitão” por seus assessores. Na sua tentativa de interrogatório na Polícia Federal, Valter chorou e se recusou a falar. Disse que só prestaria depoimento em juízo.
Tido como um magistrado rigoroso e justo, o desembargador Sansão Saldanha, do Tribunal de Justiça de Rondônia , decretou a prisão de Valter e de outras pessoas após se convencer de que existem fortes indícios de formação de quadrilha em organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, extorsão, falsidade ideológica, peculato, fraude a licitações e lavagem de dinheiro – todos esses crimes supostamente capitaneados pelo parlamentar.
Segundo o que foi apurado até agora, Valter, que “embora se apresente como parlamentar”, “faz crer que de fato é proprietário e dono de empresas prestadoras de serviço para órgãos públicos, onde se desenvolve a corrupção”.
Por isso, de acordo com a ordem de prisão, o deputado “assume a posição de líder no planejamento nas inúmeras atividades tidas como delituosas e conduz os demais integrantes do grupo, que o seguem passo a passo”.
Valter e os demais acusados estavam sendo monitorados desde maio deste ano.