Prazo para Governo evitar paralisação geral na educação termina na quinta

Os trabalhadores em educação exigem 35% de reposição salarial, mas o Governo adiantou que só pode conceder 6%.

Publicada em 04/02/2012 às 20:43:00

Da reportagem do Tudorondonia
 

Porto Velho, Rondônia – O prazo para o Governo de Rondônia apresentar uma reposta concreta às reivindicações dos trabalhadores em educação e evitar uma possível paralisação geral expira na próxima quinta-feira (9). A pauta de reinvindicação foi aprovada pela categoria no mês de dezembro e encaminhada ao governador Confúcio Moura (PMDB).

O Governo, por meio de ofício assinado pelo Secretário de Estado da Educação, Júlio Olivar, informou ser impossível atender nesse momento as exigências dos professores. Os trabalhadores exigem 35% de reposição salarial, mas o Governo adiantou que só pode conceder 6%.

No documento enviando ao Sintero e apresentado durante a reunião do último dia 30 de janeiro, o Governo informou que em 2011 os servidores da educação foram beneficiados com reposição de 8% em seus vencimentos, mas gratificação de incentivo ao magistério. Ele destacou que os 6 % reivindicados causariam um impacto de R$ 2,92 milhões na folha de pagamento do Estado, que hoje é de R$ 45 milhões. 

O pagamento de R$ 304,00 de auxilio alimentação também é inviável, informou o Governo, acrescentando que esse benefício funcionaria como remuneração indireta, “equivale a 15% de aumento de salário, causando um impacto de R$ 7 milhões por mês aos cofres do Estado”. Hoje a educação conta com uma média de 22 mil servidores. 

Em relação ao pagamento de pecúnia, outra proposta exigida pelo do Sintero, o secretário lembrou que 5 mil servidores deram entrada no setor de Recursos Humanos com requerimento de pagamento de licenças-prêmio em pecúnia. O RH elaborou 658 processos até novembro, o que representa R$ 7,2 milhões em pagamento.

A categoria não concorda com a resposta recebida do secretário e decidiu que se até o dia 9 não houver uma resposta do governador Confúcio Moura, as atividades serão paralisadas. 

Na maioria das regionais, explicou o Sintero, ficou claro que os trabalhadores em educação não vão aceitar reposição salarial de apenas 6% e cobram, principalmente, a melhoria da proposta de reajuste salarial, além de uma proposta efetiva de calendário de pagamento da licença prêmio em pecúnia, e um posicionamento claro sobre a reformulação do Plano de Carreira. 

Sobre o reajuste, o motivo do descontentamento é a defasagem salarial de professores e técnicos. O salário dos professores de Licenciatura Plena está cada vez mais próximo do piso do magistério, e com o aumento do salário mínimo para R$ 622, a maioria dos técnicos administrativos terão vencimento abaixo desse valor.