Presidente dos cornos de Rondônia ameaça deixar o PDT

Para Soares, “o PDT está fragilizado, não tem comando, mais parece um barco à deriva, onde muitos mandam e poucos obedecem".

Publicada em 16/05/2012 às 08:57:00

Porto Velho, Rondônia - Decepcionado com os rumos tomados pelo partido nos últimos dias, o presidente da Associação dos Cornos de Rondônia (ASCRON), Pedro Soares (FOTO), afirmou que se não houver uma mudança de mentalidade das pessoas que comandam o Partido Democrático Trabalhista (PDT) na capital, não lhe restará outro caminho senão o da desfiliação. “Faço isso com o coração sangrando, porque sempre tive uma afinidade muito grande com o PDT, principalmente pela sua história de luta em defesa da classe trabalhadora e da consolidação do processo democrático”.

Para Soares, “o PDT está fragilizado, não tem comando, mais parece um barco à deriva, onde muitos mandam e poucos obedecem. Os autênticos pedetistas, que carregaram o partido nas costas, durante muito tempo, foram esquecidos, abandonados, deixados de lado, como se fossem peças de reposição de uma engrenagem sucateada. Prova disso é que a direção executiva resolveu meter goela abaixo o nome de um desconhecido para ser o pré-candidato do partido à sucessão municipal, contrariando a vontade da base e dos filiados”.

Segundo ele, a prévia realizada recentemente não passou de um blefe político. “Não posso validar um ato praticado por um diretório provisório, que não tem legitimidade para nada, quanto mais escolher quem deverá representar o partido na sucessão municipal. O que essa gente deseja, na verdade, não é o bem do PDT, mas, sim, fazer-se de difícil, para, depois, cair no colo do Partido dos Trabalhadores, como aconteceu com o PMDB”. Sei que uma figura de proa do partido já teria inclusive procurado a pré-candidata e ex-senadora Fátima Cleide para negociar apoio em troca do posto de vice, mas recebeu um sonoro não como resposta. Depois, passou a criticar o PT. Isso não papel de quem se julga decente”.

“O senador Acir (Acir Gurgacz – presidente da executiva estadual) precisa usar a autoridade que diz ter e arrumar a bagunça que se instalou no PDT. Se estivesse vivo, Leonel Brizola (ex-presidente nacional do PDT) já teria puxado a orelha de muita gente, principalmente dos que se consideram acima de tudo e de todos e veem o partido como um instrumento de manobras para a satisfação de interesses outros que não o da agremiação. Se nada mudar até as eleições de outubro, serei obrigado a deixar o PDT,” espinafrou Soares



Assessoria: ASCRON