Servidores cobram promessa de campanha e exigem fim do controle político da Semusa

De acordo com os agentes,  Hildon Chaves cumpriu  a promessa apenas nos primeiros meses do seu mandato.

mappingrondonia.com/Mique Fonseca
Publicada em 06 de janeiro de 2018 às 14:48
Servidores cobram promessa de campanha e exigem fim do controle político da Semusa

Interferência política é o problema que os agentes de combate à endemias enfrentam no primeiro ano da gestão tucana na capital Porto Velho (RO). Segundo os funcionários públicos da capital rondoniense, a valorização do servidor municipal foi uma promessa de campanha do prefeito Hildon Chaves (PSDB) em reuniões realizadas para buscar apoio da categoria ao Palácio Tancredo Neves.

Os agentes de saúde,  que tentam prevenir e controlar doenças como dengue, chagas, leishmaniose e malária,  estiveram  na Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nos últimos dias do ano de 2017 para exigir do secretário adjunto da pasta, Marcus Vinicius, que um servidor municipal assuma os trabalhos.

Em reuniões com cabos eleitorais no 1ª e 2ª turnos, Hildon Chaves se comprometeu a valorizar os agentes de combate à endemias e pediu apoio aos servidores. O  então candidato a prefeito garantiu que não fecharia acordo com nenhuma classe política para não comprometer seu trabalho. A  promessa de campanha também foi feita à população em programas eleitorais.

Na época, se dizia  que a interferência política não prejudicaria o corpo técnico das secretarias de Porto Velho, mas hoje,  na prática,  não é o que acontece, segundo os servidores. 

De acordo com os agentes,  Hildon Chaves cumpriu  a promessa apenas nos primeiros meses do seu mandato. O  funcionário do quadro municipal Ricardo Alves assumiu a Gerência de Divisão. meses depois,  Ismael Tenório assumiu o posto, mas permaneceu no cargo apenas 27 dias e foi trocado por João Almeida, servidor federal.

Para os agentes que combatem as doenças endêmicas da capital, a troca de um funcionário municipal por um  federal não condiz com as palavras do tucano Hildon Chaves, que prometeu à categoria e a população de Porto Velho que não fecharia acordo político.

Servidores alegam que o vereador e líder do governo na Câmara Municipal , Alan Queiroz (PSDB),  é o responsável pela troca. Após a decisão tomada pelo vereador, agentes de combate à endemias se reuniram em seu gabinete na Câmara e, segundo eles,  Alan Queiroz afirmou que a indicação era dele e a troca era justa. 

Com as trocas e falta de cumprimento da promessa de campanha de Hildon Chaves (PSDB),  o servidor público municipal Taisson Rérgis questionou o prefeito  sobre as negociações políticas: 

— Prefeito, o senhor falou em reunião que iria valorizar o servidor municipal e que não iria negociar com nenhum político, porém não é o que está acontecendo, a gerência era comandada por um servidor municipal; do dia para o outro entrou um servidor federal indicado pelo seu braço direito na Câmara. Tente rever essa situação, por favor — questionou Taisson Régis, servidor municipal - escreveu o servidor em suas redes sociais.

A categoria exige do prefeito e de seus secretários que cumpram  a promessa de campanha e mantenham  um servidor municipal na gerência. Os agentes de saúde de Porto Velho deixaram claro que não são contra a nenhum funcionário federal, mas se a pasta pertence ao município, o prefeito deve cumprir  sua palavra.

O secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde, Marcus Vinicius, ouviu a reivindicação dos servidores, agradeceu as informações e  garantiu que analisará o caso, pois também é servidor público e dá valor aos estatutários da capital.

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O deputado federal e ex-militar, cesteris paribus, será eleito presidente da República. Não com meu voto, é bom que se diga. Aliás, sei em quem não votarei de jeito nenhum. Lula e Bolsonaro estão entre eles.