Sessões legislativas recomeçam com queda de braço entre Assembleia e Governo
O parlamentar alertou para a possibilidade de o Executivo atrasar salários, o que irritou o primeiro escalão do governo.
Da reportagem do Tudorondonia
Porto Velho, Rondônia – As sessões na Assembleia Legislativa serão reiniciadas nesta quarta-feira, às 15 horas, com um clima tenso entre o governo do Estado e os deputados. Assessores do governador Confúcio Moura (PMDB) e o presidente do Legislativo, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho), se “alfinetaram” diversas vezes recentemente.
O parlamentar alertou para a possibilidade de o Executivo atrasar salários, o que irritou o primeiro escalão do governo.
Antes do recesso iniciado no dia primeiro de junho a Assembleia não aprovou todas as mensagens enviadas pelo governador. Foi o “troco” dado pelos deputados a Confúcio, que não liberou aos municípios e associações o dinheiro das emendas parlamentares, prejudicando os deputados.
Os deputados têm direito a assegurar no Orçamento recursos para associações e municípios. São as chamadas emendas parlamentares. Com esse dinheiro eles atendem reivindicações da comunidade e trabalham politicamente. Se os recursos não são repassados o deputado não cumpre suas promessas e fica mal com o eleitor.
Como o governador não repassou dinheiro algum das emendas, foi alvo de muitas críticas. O deputado Luizinho Goebel (PV-Vilhena) acusou Confúcio de não cumprir compromissos e afirmou ser impossível dar um voto de confiança ao Executivo.
Luizinho é candidato à prefeitura de Vilhena. Como Confúcio não liberou as emendas parlamentares, o discurso dele ficou enfraquecido durante a campanha.
Em meio a essa queda de braço, um grupo de deputados articula a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Detran, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a Superintendência de Justiça (Sejus) pelas denúncias que vieram à tona com a Operação Termópilas.
Já existiriam assinaturas suficientes para formar a CPI. O caso é que deputados que ficaram um mês sem mandato assinaram o documento. Foi preciso esperar que eles recuperassem o mandato, o que aconteceu no dia primeiro de julho, quando começou o recesso parlamentar. Agora o recesso terminou e quem estava afastado está de volta.