Só a Assembleia Legislativa e Ministério Público não divulgam quanto ganham seus servidores
Deputados gastaram com servidores 3,12% do Orçamento, enquanto a legislação estipula a despesa máxima em 3%. A ALE ultrapassou sua cota de gastos por causa dos fantasmas.
Da reportagem do Tudorondonia
Porto Velho, Rondônia – Em nome da transparência e atendendo a legislação, Executivo, Judiciário, Tribunal de Contas e Defensoria Pública já divulgaram os salários dos servidores, mas o exemplo não foi seguindo pela Assembleia Legislativa e Ministério Público do Estado. Quem faz a lei e o guardião da lei até o momento não a cumpriram.
No caso da Assembleia Legislativa, a divulgação dos salários e dos nomes dos servidores poderia arranhar a capa de moralidade vestida pelo presidente da Casa de Leis, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho). É voz corrente que em seu gabinete estariam lotados muitos servidores fantasmas que recebem altos salários.
No gabinete da presidência da Assembleia estariam lotados entre 400 e 800 servidores. No local caberia no máximo 40, trabalhando apertado. Os que estariam recebendo os maiores vencimentos seriam justamente os que não comparecem ao trabalho, os chamados fantasmas.
Com tantos funcionários fantasmas recebendo altos salários, a Assembleia Legislativa ultrapassou o gasto com servidores, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A folha de pagamento está inchada.
Tanto na Assembleia Legislativa quanto no Ministério Público do Estado estariam lotados diversos policiais militares. E o MPE pode chamar mais policiais, já que oficialmente promotores estariam sendo ameaçados. Enquanto isso, a população reivindica mais segurança.
Nos meses de junho de 2011 a maio de 2012 o Ministério Público gastou com servidores R$ 93.321.544,61. Isso correspondeu a 1,99% do Orçamento, superior ao limite prudencial, que é de 1,90%, mas ainda abaixo do limite máximo, que é de 2%.
Já a Assembleia Legislativa gastou de junho de 2011 a maio de 2012, R$ 146.734.599,47. Isso corresponde a 3,12% do Orçamento, enquanto o limite prudencial é de 2,85% e o limite máximo é de 3%. A Assembleia, portanto, ultrapassou sua cota de gastos com servidores, justamente por causa dos fantasmas.