Temendo o voto contrário do funcionalismo, Português não quer sua imagem associada a Cassol e Bianco

Mário Português, o candidato de Cassol e Bianco, anda cercado de cassolistas, mas, publicamente, tenta renegar seus padrinhos políticos.

Publicada em 05/07/2012 às 17:02:00

Temendo o repúdio do funcionalismo público, cujo voto decidiu a eleição do governador Confúcio Moura (PMDB) em 2012, o candidato dos ex-governadores Ivo Cassol e José Bianco à Prefeitura de Porto Velho, Mário Português (PPS), agora tenta evitar, a todo custo, associar sua imagem à dos seus dois principais cabos eleitorais.

Nesta quinta-feira, Português convocou a imprensa para uma entrevista e foi logo tentando se desvencilhar de Cassol e Bianco.

Mesmo tendo sido convencido pelo governador Ivo Cassol a disputar a Prefeitura, Português tentou passar um ar de autonomia e disse que a decisão partiu dele.


Ele também rebateu as informações de que é candidato do senador Ivo Cassol e do ex-governado Bianco. “Não sou candidato de A, B ou C. Sou o candidato do PPS e mesmo assim nenhuma pessoa ou partido vai me dizer o que devo e o que não devo fazer. Sou guiado por Deus, ele é o único que manda em mim”, disse.

Ele ainda explicou que a escolha do candidato a vice-prefeito, Ailton da Social Imóveis, também partiu dele, sem imposição ou indicação alguma. Na verdade, o nome de Ailton foi indicado pelo ex-governador José Bianco, enquanto Cassol queria a irmã, Jaqueline Cassol.
Por mais que tente despregar sua imagem de Bianco e Cassol, os fatos mostram o contrário. Vários ex-assessores do ex-governador estão na campanha de Português, inclusive alguns bianquistas que sonham voltar ao poder em Porto Velho.

Sobre a escolha dos partidos que compõem a coligação, Mário Português disse que não rejeita apoio, desde que sejam pessoas sérias e com o mesmo comprometimento. Entre seus principais apoiadores está o ex-deputado Agnaldo Muniz, acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

Português sinalizou que um Agnaldo pode estar com ele na Prefeitura em caso de uma eleição.


“Não posso almejar tempo de mídia se não tiver uma boa coligação. Esses partidos que estão comigo são aliados em todos os momentos, na hora de pedir voto, na hora de construir projetos e também na hora de levar minha mensagem através do rádio e da TV”, explicou.