Trabalhadores do Judiciário entram em greve nesta segunda
A decisão foi tomada na Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 24/4.
Os trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Rondônia decidiram entrar em greve geral por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 13.
A decisão foi tomada na Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 24/4. Na assembleia foi formada uma comissão que se reuniu com o Presidente do TJRO. Na reunião o Presidente do TJRO afirmou que no máximo até o dia 10/5 traria os índices do reajuste salarial e do auxílio saúde. Na mesma ocasião, a Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário do Estado de Rondônia (SINJUR) informou ao Presidente do TJRO que a categoria teria deliberado o dia 13/5 para o início da greve, caso as negociações não avançassem. O fato é que até à tarde de sexta-feira (10/5), não houve nenhuma resposta por parte da Administração do TJRO ao pleito dos trabalhadores.
“Está nítida a falta de respeito e de preocupação com a causa dos trabalhadores do Judiciário. Os demais poderes já responderam aos pleitos dos seus trabalhadores. Temos observado que a atual Administração do TJRO trabalha dia e noite em busca de retirar direitos dos trabalhadores, como foi o caso dos comissários de menores, dos anuênios, dos quintos e outros direitos. Os magistrados já estão recebendo a reposição salarial desde janeiro de 2013 e já garantiram a reposição de 2014 e 2015. E desde o início do ano (janeiro) passaram a receber o auxílio alimentação (R$ 700,00). "É claro que não faltará orçamento para pagar tudo isso. E ninguém viu nenhum magistrado fazendo manifestação para receber esses benefícios. Nada contra os benefícios aos magistrados, mas também queremos ser tratados da mesma forma, com respeito e valorização, disse o Diretor Administrativo", Vladir Carvalho.
"A Administração do TJRO tem condições de dar uma reposição salarial digna e de melhorar as condições de trabalho. Seria muito bom que não estivéssemos que estar em busca de um direito garantido constitucionalmente, mas para os trabalhadores nada vem de graça, só vem com muito esforço, muita luta, afirmou o Presidente do SINJUR, Francisco Roque.
Diretoria de Imprensa e Comunicação / SINJUR