A lista de políticos intoleráveis de Rondônia vai aumentar

A presença de rondonienses na delação do fim do mundo ou, se preferirem, na “Lista de Fachin” divulgada na terça-feira não chegou a surpreender escribas especializados em analisar os fatos da política.

Gessi Taborda
Publicada em 13 de abril de 2017 às 10:55

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FILOSOFANDO

“O mais corrupto dos Estados tem o maior número de leis.” TÁCITO(55/120), foi um dos principais historiadores da antiguidade romana, também se destacando como orador e político.

INTOLERÁVEIS

A presença de rondonienses na delação do fim do mundo ou, se preferirem, na “Lista de Fachin” divulgada na terça-feira não chegou a surpreender escribas especializados em analisar os fatos da política.

Na lista de 29 senadores aparecem, com destaque, os rondonienses Ivo Cassol e Valdir Raupp. E na cota de Cassol surgiu o nome do desconhecido João Carlos Gonçalves Ribeiro, que chegou a ser Secretário de Planejamento estadual no então governo de Ivo Cassol. Os dois senadores (ambos já governaram Rondônia) talvez chamem nesse momento uma atenção maior por serem revelados publicamente com a espécie intolerável de políticos dos quais o povo de Rondônia precisa ser ver livre.

LISTA MAIOR

Como já se fala abertamente em áreas bem informadas, haverá novos nomes de políticos e outros homens públicos rondonienses conspurcados com a corrupção quando se conhecerem as delações de outras empreiteiras – algumas com participação notória em Rondônia – além da Odebrecht.

Então, no decorrer do tempo se constatará que ainda temos de uma fauna de políticos e outras autoridades que precisam ser escorraçadas da vida pública e não continuar atuando nesse estado na promoção das práticas corruptas e do roubo desbragado dos recursos públicos.

RESPONSÁVEIS

O eleitor tem responsabilidade nisso, mas não se pode deixar de responsabilizar também as autoridades dos órgãos de controle externo e do próprio Judiciário por essa situação, muitas vezes consequência da tremenda lentidão com que agem, mais parecendo que fecham os olhos diante do visível estado de desmoralização da gestão pública.

Diante de exemplos consolidados nas eleições passadas em cidades como Vilhena, onde o clã político notoriamente conhecido pelas práticas delitivas, de corrupção nas instituições dominadas por seus tentáculos, não dá para afirmar que teremos uma “revolução” dos costumes no pleito de 2018.

TORNIQUETE

Mas há esperanças. A população aos poucos vem se livrando da cultura do atraso da qual os personagens desnudados agora na “Denúncia do Fim do Mundo” sempre se beneficiaram. Políticos como os nossos representantes em Brasília deverão ver no fim do pleito do próximo ano que as promessas cínicas, os jeitinhos e as astúcias perdem – cada vez mais – seus efeitos.

Palavras ocas (“cada um que responda pelo seu CPF”, como sempre gostou de dizer Ivo Cassol) em discursos demagógicos tornam-se cada vez mais intoleráveis para os eleitores. Esses medalhões com seus rostos involucrados no cinismo podem até não acreditar mas – essa é a verdade – estão muito próximos de serem parados pelo torniquete popular.

NOVOS JUDAS

Nossos artesãos participantes da tradição de construir os bonecos usados na “Malhação de Judas”, feita no sábado após a Sexta Feira Santa podem preparar bonecos personificando dois senadores rondonienses. Se pegar o espírito da coisa gerada pela corrupção investigada na Lava Jato, mesmo sem rostos os bonecos dos Judas pendurados nos postes serão facilmente identificados pelos decepcionados eleitores rondonienses.

PARADIGMAS

O prefeito Hildon Chaves disse ontem com exclusividade para a coluna que está determinado, mais do que nunca, a fazer a diferença na administração de Porto Velho, quebrando paradigmas, colocando sempre o interesse público acima de interesses pessoais e paroquiais. Disse estar atento ao trabalho de todos os “colaboradores” de sua gestão e que, no momento oportuno pode fazer modificações necessárias para melhorar a vida dos portovelhenses com o atendimento de suas demandas. O prefeito não disse quem pode “sair” da equipe e nem quando isso vai ocorrer, mas reforçou a ideia de “uma periódica” sintonia fina na prefeitura.

DIVIDIDA

Em qualquer circunstância, após a debacle de Valdir Raupp com seu destaque no noticiário sobre a “Denúncia do Fim do Mundo” no viés da Lava Jato, ficou quase impossível para o PMDB rondoniense, malgrado ser o maior partido organizado no estado, conseguir lançar candidato competitivo para a sucessão estadual. A realidade de hoje é que o PMDB se revela uma legenda bastante dividida e até longe do consenso em sua cúpula estadual. Já tem alguns peemedebistas de escol considerando que o lançamento de um candidato ao governo chega a ser uma espécie de delírio. Para o deputado Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa, que sonha em conseguir a indicação a notícia não é boa. Entre os falcões do PMDB rondoniense Maurão ainda é encarado apenas como um pombo.

ÔRRA, MEU!

Apesar de tudo, ontem uma fonte deu o sinal: Ivo Cassol ainda cogita vir a ser governador de novo de Rondônia. O duro vai ser marcar o retorno com o eleitorado com “os sentinelas avançados” desse poente do Brasil.

TOPARIA

O informe é de uma fonte próxima. Expedito Júnior, agora verdadeiramente “candidus” em relação aos demais aspirantes listados para a sucessão, já estaria topando disputar o governo do Estado. Se confirmada, a candidatura do ex-senador, que ficou anos fora das disputas, promete revirar o tabuleiro eleitoral, oferecendo um confronto forte com aquele político que chegou ao senado puxando o tapete do próprio Expedito.

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