Adeus hexa!

A seleção brasileira não conquistou o tão sonhado hexa, um feito que a colocaria no pódio mais alto dos campos de futebol.

Valdemir Caldas
Publicada em 10 de julho de 2018 às 08:53

A seleção brasileira não conquistou o tão sonhado hexa, um feito que a colocaria no pódio mais alto dos campos de futebol. E não foi por falta de incentivo. A população fez a parte dela. Casas e ruas foram enfeitadas com as cores nacionais. Comércio e repartições públicas mudaram o horário de funcionamento para que funcionários pudessem acompanhar os jogos. Em vão.

Na copa do Mundo da Rússia, o time comandado pelo técnico Tite ficou pelo meio do caminho. Perdeu feio para a Bélgica. Foram minutos penosos. A equipe que chegou como uma das favoritas acabou humilhada, não conseguiu superar velhas e manjadas deficiências, identificadas até mesmo por quem não entende quase nada de futebol. Neymar ‘cai-cai’ Jr, endeusado e paparicado por setores da mídia, foi uma decepção, não correspondeu aquilo que se esperava dele.

A participação da seleção foi um péssimo exemplo para o país, que há muito vem claudicando numa infinidade de problemas, para os quais não encontrou uma solução definitiva. A oportunidade, contudo, mais uma vez, se apresenta. Em outubro teremos eleições quase gerais, onde serão escolhidos o presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e estaduais. Dependendo da seleção que os eleitores escalarem, o futuro poderá ser melhor ou degringolar.

Vamos fazer nas urnas aquilo que a seleção brasileira não teve competência para fazê-lo nos gramados da Rússia. Vamos montar a melhor equipe, reconhecer os talentos, apostar na moralidade, na dedicação e no bom caráter e descobrir matéria prima de primeira qualidade, e não rebotalhos sociais, que teimam em se manterem na vida pública, à custa de experientes menores.

Não é sem motivo que, vai e vem, o Brasil aparece em alguma colocação humilhante, especialmente no que se refere aos índices de desenvolvimento. Isso porque a maioria dos que comanda o destino deste país só enxerga os próprios interesses e os de seus apaniguados, relegando os da sociedade a um plano secundário. Enquanto essa situação não mudar, a vitória ficará cada vez mais distante no jogo da vida, e milhões de irmãos continuarão desempregados, sem acesso à escola de qualidade, à assistência médica, sem teto e sem dignidade.

Vamos usar o voto como meio de defesa dos interesses da comunidade e como instrumento para a construção de um Brasil mais justo e mais feliz. Os craques brasileiros se revelaram incompetentes para trazer o caneco, mas nós podemos mostrar que é possível sair do fundo do poço e ergue a taça com as próprias mãos.

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