Adoção transforma a vida de adolescente

Após passar seis anos em uma unidade de acolhimento, Vitória, hoje com 17 anos, viu seu maior sonho tornar-se realidade: conquistar uma família antes de atingir a maioridade

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional - Publicada em 31 de julho de 2026 às 16:32

Adoção transforma a vida de adolescente

O terceiro episódio da série Vidas que Transformam Vidas, produzida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), apresenta uma história que desafia paradigmas da adoção e evidencia o impacto da atuação integrada da rede de proteção à infância e à adolescência. A trajetória de Vitória Cristine Soares Gimenes demonstra que, mesmo na adolescência, o direito à convivência familiar pode ser concretizado quando há comprometimento institucional e sensibilidade humana.

Após passar seis anos em uma unidade de acolhimento, Vitória, hoje com 17 anos, viu seu maior sonho tornar-se realidade: conquistar uma família antes de atingir a maioridade. A adoção representa um desfecho raro para adolescentes acolhidos, faixa etária em que as chances de inserção em família substituta costumam ser significativamente menores.

Desde 2023, a adolescente era acompanhada pela juíza Sophia Veiga de Assunção, da comarca de Seringueiras, que participou das inspeções e audiências concentradas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao longo desse período, a magistrada acompanhou de perto os desafios enfrentados pela jovem e a mobilização da rede de atendimento para garantir seus direitos.

Vitória cresceu sabendo que, ao completar 18 anos, deixaria a instituição de acolhimento caso não encontrasse uma família. Enquanto aguardava essa oportunidade, aproveitou todas as atividades oferecidas pela rede de proteção, participando de cursos profissionalizantes, oficinas culturais e esportivas, sempre mantendo o desempenho escolar e a esperança de ser adotada.

Segundo a diretora da unidade de acolhimento, Leidiane Leite, o planejamento sempre buscou preparar a adolescente para a vida adulta, mas sem abandonar a possibilidade do desacolhimento por meio da adoção. O objetivo era garantir que, independente do desfecho, Vitória estivesse preparada para construir sua autonomia.

Encontro que mudou uma vida

Fotografia mostra casal sentado em sofá

A transformação começou a partir do interesse da adolescente pelos estudos. Durante um curso técnico em enfermagem, realizado com bolsa de estudos concedida por uma escola da região, Vitória passou a conviver com a família de Carlos Antônio Stevanelli dos Santos e Ducielhe Tenório Cavalcanti.

O contato fortaleceu vínculos afetivos e despertou o desejo da família de formalizar uma adoção que, na verdade, já fazia parte de sua história. A mãe de Carlos, Maria do Carmo Stevanelli, relembra que a adoção sempre esteve presente na família, que já havia acolhido outros filhos ao longo das gerações.

A aproximação ocorreu gradualmente. Vitória passou a frequentar a casa da família nos finais de semana, enquanto todos eram acompanhados pelo Núcleo Psicossocial do Judiciário. O processo seguiu as etapas previstas em lei, até que a magistrada autorizou o desacolhimento da adolescente.

Fotografia mostra juíza Sophia

Para a juíza Sophia Veiga de Assunção, acompanhar esse momento foi uma das experiências mais marcantes da carreira. "Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é sentir que não pertence a lugar nenhum. Saber que ela agora terá uma família, um lugar para voltar no fim do dia e pessoas com quem construir memórias foi uma emoção indescritível", pontuou. 

O episódio também evidencia o trabalho articulado entre o Poder Judiciário, a unidade de acolhimento e os profissionais da rede de proteção.

A decisão judicial prevê acompanhamento da família por, pelo menos, seis meses, conforme determina a legislação, garantindo que a adaptação ocorra de forma segura e gradual.

Novos sonhos

Agora vivendo em família, Vitória faz planos para o futuro. Pretende cursar Psicologia, continuar os estudos e construir uma trajetória marcada pelas oportunidades que sempre desejou. Ao relembrar sua história, a jovem resume a transformação provocada pela adoção. "Mudou totalmente a minha vida. Eu não sei como seria sair do abrigo sem ter para onde ir, sem uma família, sem alguém para compartilhar os momentos importantes. Hoje eu tenho um lugar para chamar de casa", disse. 

O terceiro episódio da série Vidas que Transformam Vidas mostra que a adoção de adolescentes é possível e reforça que o direito à convivência familiar, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, depende do compromisso de toda a rede de proteção. A história de Vitória evidencia que, quando instituições, profissionais e famílias atuam de forma integrada, vidas são transformadas e novos futuros podem ser construídos.

Assista ao episódio da séria Vidas que transformam Vidas

Adoção transforma a vida de adolescente

Após passar seis anos em uma unidade de acolhimento, Vitória, hoje com 17 anos, viu seu maior sonho tornar-se realidade: conquistar uma família antes de atingir a maioridade

Assessoria de Comunicação Institucional
Publicada em 31 de julho de 2026 às 16:32
Adoção transforma a vida de adolescente

O terceiro episódio da série Vidas que Transformam Vidas, produzida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), apresenta uma história que desafia paradigmas da adoção e evidencia o impacto da atuação integrada da rede de proteção à infância e à adolescência. A trajetória de Vitória Cristine Soares Gimenes demonstra que, mesmo na adolescência, o direito à convivência familiar pode ser concretizado quando há comprometimento institucional e sensibilidade humana.

Após passar seis anos em uma unidade de acolhimento, Vitória, hoje com 17 anos, viu seu maior sonho tornar-se realidade: conquistar uma família antes de atingir a maioridade. A adoção representa um desfecho raro para adolescentes acolhidos, faixa etária em que as chances de inserção em família substituta costumam ser significativamente menores.

Desde 2023, a adolescente era acompanhada pela juíza Sophia Veiga de Assunção, da comarca de Seringueiras, que participou das inspeções e audiências concentradas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao longo desse período, a magistrada acompanhou de perto os desafios enfrentados pela jovem e a mobilização da rede de atendimento para garantir seus direitos.

Vitória cresceu sabendo que, ao completar 18 anos, deixaria a instituição de acolhimento caso não encontrasse uma família. Enquanto aguardava essa oportunidade, aproveitou todas as atividades oferecidas pela rede de proteção, participando de cursos profissionalizantes, oficinas culturais e esportivas, sempre mantendo o desempenho escolar e a esperança de ser adotada.

Segundo a diretora da unidade de acolhimento, Leidiane Leite, o planejamento sempre buscou preparar a adolescente para a vida adulta, mas sem abandonar a possibilidade do desacolhimento por meio da adoção. O objetivo era garantir que, independente do desfecho, Vitória estivesse preparada para construir sua autonomia.

Encontro que mudou uma vida

Fotografia mostra casal sentado em sofá

A transformação começou a partir do interesse da adolescente pelos estudos. Durante um curso técnico em enfermagem, realizado com bolsa de estudos concedida por uma escola da região, Vitória passou a conviver com a família de Carlos Antônio Stevanelli dos Santos e Ducielhe Tenório Cavalcanti.

O contato fortaleceu vínculos afetivos e despertou o desejo da família de formalizar uma adoção que, na verdade, já fazia parte de sua história. A mãe de Carlos, Maria do Carmo Stevanelli, relembra que a adoção sempre esteve presente na família, que já havia acolhido outros filhos ao longo das gerações.

A aproximação ocorreu gradualmente. Vitória passou a frequentar a casa da família nos finais de semana, enquanto todos eram acompanhados pelo Núcleo Psicossocial do Judiciário. O processo seguiu as etapas previstas em lei, até que a magistrada autorizou o desacolhimento da adolescente.

Fotografia mostra juíza Sophia

Para a juíza Sophia Veiga de Assunção, acompanhar esse momento foi uma das experiências mais marcantes da carreira. "Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é sentir que não pertence a lugar nenhum. Saber que ela agora terá uma família, um lugar para voltar no fim do dia e pessoas com quem construir memórias foi uma emoção indescritível", pontuou. 

O episódio também evidencia o trabalho articulado entre o Poder Judiciário, a unidade de acolhimento e os profissionais da rede de proteção.

A decisão judicial prevê acompanhamento da família por, pelo menos, seis meses, conforme determina a legislação, garantindo que a adaptação ocorra de forma segura e gradual.

Novos sonhos

Agora vivendo em família, Vitória faz planos para o futuro. Pretende cursar Psicologia, continuar os estudos e construir uma trajetória marcada pelas oportunidades que sempre desejou. Ao relembrar sua história, a jovem resume a transformação provocada pela adoção. "Mudou totalmente a minha vida. Eu não sei como seria sair do abrigo sem ter para onde ir, sem uma família, sem alguém para compartilhar os momentos importantes. Hoje eu tenho um lugar para chamar de casa", disse. 

O terceiro episódio da série Vidas que Transformam Vidas mostra que a adoção de adolescentes é possível e reforça que o direito à convivência familiar, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, depende do compromisso de toda a rede de proteção. A história de Vitória evidencia que, quando instituições, profissionais e famílias atuam de forma integrada, vidas são transformadas e novos futuros podem ser construídos.

Assista ao episódio da séria Vidas que transformam Vidas

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