Além da questão ética, saúde e educação

Saúde e educação terão peso decisivo na disputa eleitoral de outubro

Valdemir Caldas
Publicada em 22 de janeiro de 2020 às 10:38
Além da questão ética, saúde e educação

Não se tem dúvida de que, na briga pela cadeira que hoje pertence ao prefeito Hildon Chaves, os embates politico-eleitorais girarão em torno da questão ética – uma bandeira que o Partido dos Trabalhadores já empunhou forte e fartamente, especialmente em Rondônia, até ser espatifado pelo aprendiz de barítono Roberto Jefferson, num memorável dó de peito. Talvez por isso a possibilidade de o desembargador Walter Waltenberg – com o pé na aposentadoria – filiar-se ao MDB e entrar na disputa pelo palácio Tancredo Neves venha causando tanto entusiasmo entre segmentos da sociedade, porém, a meu ver, saúde e educação influenciarão, decisivamente, na escolha dos eleitores que acorrerão às urnas em outubro próximo. 

Nos últimos anos, a saúde e a educação chegaram ao fundo do poço. Estão brincando com coisas sérias. Poucas vezes, duas importantes áreas de governo foram tão absurdamente negligenciadas, relegadas a um plano secundário, como agora. Não por acaso, os meios de comunicação vêm, aqui e ali, acompanhando e levando ao conhecimento da opinião pública fatos lamentáveis envolvendo esses essenciais setores da administração, como principais protagonistas, numa demonstração inequívoca de que alguma coisa não vai bem, e cujas razões ainda não foram devidamente elucidadas. Dizer que esse ou aquele secretário vem se esforçando (e não poderia ser diferente) para identificar os problemas e propor soluções, é muito pouco, não mais convence, exceto os áulicos palacianos. Infelizmente, ao que parece, a realidade pouco tem alterado a disposição dos que, nomeados para postos de mando, para resolver os problemas que afligem a população, continuam usando a função para andarem na contramão dos serviços que deveriam prestar.

As justas e recentes manifestações da sociedade contra o caos que impera na saúde e educação apenas reforçam o que se tem dito e repetido, ou seja, ambos viraram casos, não de polícia, mas de justiça, e essa situação precisa de uma intervenção firme, efetiva e eficaz por parte das instituições responsáveis pela defesa dos interesses da população. Além da questão ética, saúde e educação terão peso decisivo na disputa eleitoral de outubro. Aguardemos, pois, o desenrolar dos acontecimentos.  

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