Após queda brusca, número de assassinatos volta a subir em Vilhena e Chupinguaia, apesar da “pontaria ruim” de matadores

Guerra de facções e tráfico de drogas estariam por trás de execuções.

Folha do Sul 
Publicada em 07 de dezembro de 2018 às 12:08
Após queda brusca, número de assassinatos volta a subir em Vilhena e Chupinguaia, apesar da “pontaria ruim” de matadores

Dados obtidos pelo FOLHA DO SUL ON LINE junto à Delegacia de Homicídios de Vilhena mostram que aumentou o número de assassinatos nas duas cidades sob responsabilidade da polícia na região. Faltando menos de um mês para encerrar o ano, 2018 já registrou 45 mortes violentas em Vilhena e Chupinguaia, a maioria delas provocadas por armas de fogo.

A quantidade de crimes de morte este ano está mais de 15% superior a 2017, quando 38 pessoas foram assassinadas na cidade. O número do ano passado havia caído em relação a 2016, considerado o mais violento da história de Vilhena e Chupinguaia, quando 68 homicídios foram contabilizados.

E o número de assassinatos nas duas cidades só não voltou aos níveis de 2016, segundo os próprios policiais que atuam na investigação destes crimes, por causa da “pontaria ruim” dos matadores: até agora, foram mais de 60 tentativas de homicídio. Em todas elas, apesar de alguns ferimentos graves, as vítimas conseguiram sobreviver.

CAUSAS
Para as autoridades ligadas à segurança pública, as execuções são motivadas por dois fatores: a guerra entre facções criminosas que atuam na cidade, e que estariam ordenando as mortes de dentro do presídio Cone Sul e o promissor mercado do tráfico de drogas, disputado por grupos também violentos, tanto contra os rivais quanto em relação à própria clientela, os usuários que não saldam suas dívidas.

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