Ausência de caráter

Quando um político mete suas mãos sujas no dinheiro público – um tema que entrou na ordem do dia, depois da operação Lava Jato -, quem sofre as consequências, na outra ponta, é o povo.

Valdemir Caldas
Publicada em 11 de dezembro de 2017 às 12:23

O Brasil só será um lugar melhor para se viver quando a maioria da população se conscientizar de que há uma relação de causa e efeito claramente identificável entre as mazelas sociais de que padece muitos de nossos irmãos e a corrupção sistêmica, alimentada por políticos e administradores da coisa pública. Isso tem ficado cada vez mais evidente, em função das investigações e operações realizadas pela Polícia Federal de que temos notícias.

Quando um político mete suas mãos sujas no dinheiro público – um tema que entrou na ordem do dia, depois da operação Lava Jato -, quem sofre as consequências, na outra ponta, é o povo, é o cidadão que vai à farmácia do posto de saúde pegar uma Dipirona e ouve o funcionário dizer que não tem no estoque. Infelizmente, muitos dos que gritam, protestam e esperneiam, geralmente são os mesmos que acorrem às urnas eletrônicas e, sem nenhum pejo, apertam os números dos candidatos espertalhão, dos parasitas, permitindo que eles continuem sugando a carótida social. É impossível falar de políticas públicas voltadas para melhorar a vida da população quando a maioria dos políticos está cada vez mais preocupada com seus próprios e mesquinhos interesses e uma parte da sociedade se mantem indiferente ao que acontece ao seu redor.

No próximo ano, haverá eleições. Muitos são os pretensos candidatos. Tem candidato governador, senador, deputado federal e estadual. Tem também gente séria. Alguns andam de lá para cá, sorrindo de orelha a orelha, como se fossem cidadãos honestos, mas todo mundo sabe que estão envolvidos até os fios de cabelo em denúncias de corrupção.  Muitos se lançarão na empreitada de turvar a mente dos menos avisados quanto ao que fizeram de errado, dizendo que são vítimas de armações, orquestradas por adversários para tentar prejudicá-los, mas os fatos falam por si sós.

Por isso, o eleitor precisa ficar atento, para não se deixar seduzir pelo canto de sereia dos maus representantes, que já demonstraram não possuir nenhum compromisso com os interesses públicos.  Insistir em manter essa gente na crista da onda política seria sentença de morte, para não dizer falta de vergonha na cara. 

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