AUTOEXPLORAÇÃO BOMBANDO!

Queria, pelo menos, poder não conseguir e ser capaz de me perdoar, reconhecer meus limites

Fonte: José Danilo Rangel/Foto: Chinmay Singh, pexels.com - Publicada em 18 de junho de 2026 às 11:21

AUTOEXPLORAÇÃO BOMBANDO!

Tenho medos. Medos. Muitos e variados. 
Antigos e nem tão antigos, intensos 
e nem tão intensos. Incertezas e dúvidas, 
inseguranças e incapacidades.

Muitas vezes me entristeço por saber 
que tenho e que me têm também, esses
defeitos, tendências contraproducentes, 
que infelizmente fazem parte de quem 
sou.

Sinto que não devia ter, que não devia
ser assim, me cobro pra não ser. Eu sei 
que posso mais, que posso muito, 
sinto que sim, tenho certeza, devia ter, 
vejo tantos por aí que estão conseguindo
eu consigo também. Devia conseguir! 
 
Não queria. Não queria não, não quero. 
As cegueiras, as desesperanças, 
as controvérsias e incoerências, 
a mente fraca, a vontade pouca, 
me envergonho até de admitir, 
me angustia. 

Todo mundo consegue menos eu? 
Não, não, não! Eu também consigo! 
Consigo mais, muito mais!

Nada disso eu queria, nada disso,
esses limites, esses cansaços, 
essas impossibilidades
 
Mas muito menos, muito, muito menos
esse sentimento forte e persistente
de que falho sempre que não sou mais
do que o possível, mais que o plausível,
mais que o humanamente razoável.
 
Sempre que não posso o mais além,
que não me excedo as forças e sou 
apenas eu, apenas isso, sofro. 

E sinto que falho duas vezes quando 
falho: por fracassar e por me sentir 
um fracasso.

Tá todo mundo aí, conseguindo…
Menos eu…
 
Queria, pelo menos, poder não conseguir 
e ser capaz de me perdoar, reconhecer 
meus limites,

Queria poder me dizer que tudo bem 
fracassar de vez em quando e sentir 
que tudo bem.
 
Também tenho fracassado aí...

AUTOEXPLORAÇÃO BOMBANDO!

Queria, pelo menos, poder não conseguir e ser capaz de me perdoar, reconhecer meus limites

José Danilo Rangel/Foto: Chinmay Singh, pexels.com
Publicada em 18 de junho de 2026 às 11:21
AUTOEXPLORAÇÃO BOMBANDO!

Tenho medos. Medos. Muitos e variados. 
Antigos e nem tão antigos, intensos 
e nem tão intensos. Incertezas e dúvidas, 
inseguranças e incapacidades.

Muitas vezes me entristeço por saber 
que tenho e que me têm também, esses
defeitos, tendências contraproducentes, 
que infelizmente fazem parte de quem 
sou.

Sinto que não devia ter, que não devia
ser assim, me cobro pra não ser. Eu sei 
que posso mais, que posso muito, 
sinto que sim, tenho certeza, devia ter, 
vejo tantos por aí que estão conseguindo
eu consigo também. Devia conseguir! 
 
Não queria. Não queria não, não quero. 
As cegueiras, as desesperanças, 
as controvérsias e incoerências, 
a mente fraca, a vontade pouca, 
me envergonho até de admitir, 
me angustia. 

Todo mundo consegue menos eu? 
Não, não, não! Eu também consigo! 
Consigo mais, muito mais!

Nada disso eu queria, nada disso,
esses limites, esses cansaços, 
essas impossibilidades
 
Mas muito menos, muito, muito menos
esse sentimento forte e persistente
de que falho sempre que não sou mais
do que o possível, mais que o plausível,
mais que o humanamente razoável.
 
Sempre que não posso o mais além,
que não me excedo as forças e sou 
apenas eu, apenas isso, sofro. 

E sinto que falho duas vezes quando 
falho: por fracassar e por me sentir 
um fracasso.

Tá todo mundo aí, conseguindo…
Menos eu…
 
Queria, pelo menos, poder não conseguir 
e ser capaz de me perdoar, reconhecer 
meus limites,

Queria poder me dizer que tudo bem 
fracassar de vez em quando e sentir 
que tudo bem.
 
Também tenho fracassado aí...

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