Deputados e Senadores de Rondônia anunciam votos contra a Reforma da Previdência

O Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (SINDAFISCO) reforça ser contrário a reforma, pois a classe trabalhadora não pode pagar uma conta que não é sua.

Assessoria
Publicada em 25 de janeiro de 2018 às 13:38
Deputados e Senadores de Rondônia anunciam votos contra a Reforma da Previdência

O Governo Federal e a Câmara dos Deputados trabalham com o prazo de 19 de fevereiro para a votação da PEC 285 (Projeto de Lei da reforma da previdência). Mas o Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (SINDAFISCO) reforça ser contrário a reforma, pois a classe trabalhadora não pode pagar uma conta que não é sua. “Essa reforma acaba com os direitos já conquistados dos trabalhadores. O governo pode adotar outros métodos para diminuir os déficits fiscais, que eles dizem existir, e a dívida pública, sem mexer com os trabalhadores”, disse Mauro Bianchin, presidente do SINDAFISCO.

A diretoria do sindicato lembra ainda que no dia 20 de março do ano passado, em reunião na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), em Porto Velho, deputados e senadores representantes do Estado criticaram a proposta de reforma da Previdência e assinaram um termo de compromisso, firmando acordo pela não aprovação da matéria.

No evento, os senadores Acir Gurgacz (PDT) e Valdir Raupp (PMDB) e os deputados federais Marcos Rogério (DEM), Lindomar Garçon (PRB), Expedito Netto (PSD) e Nilton Capixaba (PTB) confirmaram que são contrários a reforma previdenciária, nos termos que é apresentada pelo Governo Federal. Embora não tenham comparecido à reunião, os deputados federais Lúcio Mosquini (PMDB) e Marinha Raupp (PMDB) também declaram serem contra a proposta.

RELEMBRE OS DISCURSOS

O primeiro a discursar na reunião com os servidores, foi o senador Acir Gurgacz. Ele disse ser contra a proposta da reforma da previdência e que era necessário discutir o tema nas bancadas. “Reafirmo meu compromisso com o povo e não aceito o projeto de reforma do modo que está sendo apresentado”, completou.

Em segunda o deputado Lindomar Garçon confirmou que também votaria contra a aprovação da PEC por considerar prejudicial aos trabalhadores. “Algo tem que ser feito, mas sem comprometer os direitos dos trabalhadores. Voto contra essa PEC, mas com o compromisso de achar outros caminhos para resolver a crise que está instalada no país”, explicou.

O deputado Expedito Neto falou em seguida reafirmando o seu posicionamento. Ele lembrou que tem votado contra qualquer projeto que prejudique a classe trabalhadora, como fez na PEC do teto dos gastos. “O trabalhador não pode ficar desamparado”, salientou.

Na sequência, o senador Valdir Raupp reiterou o posicionamento manifestado, em uma reunião com sindicalistas, de que, embora seja da base aliada do governo Temer, não concorda com a PEC e por isso, se o texto chegar ao Senado, votará contra. Justificando a ausência da deputada federal Marinha Raupp, o senador apontou o posicionamento da esposa, “ela também não vota, Marinha já se comprometeu e não vota contra o trabalhador”, afirmou.

O deputado federal Marcos Rogério apresentou dados consistentes de que o governo Temer está equivocado na proposta enviada à Câmara. “O trabalhador irá contribuir, mas não terá como gozar do benefício. Essa reforma é uma proposta de confisco, um golpe ao trabalhador brasileiro”, disse o parlamentar, que também anunciou que vota contra a proposta.

Por último, o deputado federal Nilton Capixaba falou aos trabalhadores sobre a PEC 287, dizendo que não concorda com o retrocesso proposto pelo governo, por isso vota contra sua aprovação.

Departamento de Comunicação 

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Comentários

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    ALMIR 25/01/2018

    Acabar com a pensão de ex governadores e ate de vice que virou rotina de ficar no poder para se aposentar sem contribuir.

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    João Costa 25/01/2018

    A reforma é necessária, todos sabem, mas parece piada os auditores vim falar que são contra, quando o salário deles e superior aos 20 mil reais, e serão os mais afetados. Um ponto principal da reforma é limitar o teto da aposentadoria ao regime geral (maioria dos trabalhadores), ou seja, próximo dos 6 mil reais, aí eu pergunto, qual a proporção de brasileiros que serão afetados ?. Sem mais comentários.

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    j paulo 25/01/2018

    Veja que eles falam nos "termos atuais da reforma", ou seja, se mudar um pouquinho dai serao favoráveis? O governo com apoio dos parlamentares corruptos fez reforma trabalhista e ainda quer a meter a mão suja no dinheiro do trabalhador p tirar a CEF do buraco que eles empurraram. Da mesma forma a previdencia, tem privilegios de politicos e nos tribunais, mas os trabalhadores comuns é quem paga a conta, até o servidor publico, se recebe mais é porque contribui com mais, o trabalhador privado mesmo que o salario seja 50 mil, so é descontado o equivalente a 10 salarios de referencia (em torno de 5 mil). O rombo da previdencia não é devido as apossentadorias do trabalhadores, mas as falcatruas, uso indevido pelo proprio governo, concessão de desoneração de folha para empresas e os grandes sonegadores, so a dívida desses devedores daria para cobrir o tal rombo divugado na propaganda enganosa do governo. Se essa reforma corrupta saísse e caso melhorasse alguma coisa no caixa da previdencia, logo os governantes corruptos iriam meter a mão e dai vão começar a falar em nova reforma para cobrir o novo rombo. Os fundos de pensões das estatais e as previdencias próprias de estados e município, também tá falida, não pelos beneficios dos inativos, mas pela aposentadoria de politicos corruptos com altos salários sem que tenha contribuído para tanto e das fraudes com investimentos em fundos podres em troca de corrupção. Parlamentar tem que ser contra a reforma qualquer que seja o texto. O governo fica dando uma de durão para no último momento fazer mudanças insignificantes p os parlamentares corruptos ficarem bem na foto votando a favor. O Dilma já fez a reforma necessaria. Quem entra no serviço publico é tratado igual ao trabalhador da iniciativa privada. Quem já tá contribuindo, não tem como arcar c mudanças qualquer que seja, pois não terá mais tempo para fazer previdencia privada que é o que esses corruptos querem, passar a bola para os banqueiros. Se previdencia fosse deficitária banco privado não queria fazer.

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    JOSIMAR 25/01/2018

    Ooh Cássio, e eu ti faço a seguinte pergunta??? Onde foi parar ou onde está o dinheiro, descontado Mensalmente de (Todos) os Trabalhadores Brasileiros????  Fala sério!!! Simplesmente o Governo fala q não tem dinheiro, e pessoas como vc, simplesmente concordam, vc acha q é por aí?? Se todos pagassem uma Previdência Privada, seria assim?? Lógico q não, porque o dinheiro de cada um estaria lá, inclusive rendendo, pouco ou muito, mas estaria lá, como trata-se do INSS, que é Público, simplesmente tá tudo certo??? Só no Brasil mesmo, enfim, Kd o dinheiro dos Brasileiros????

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    CASSIO DA SILVA 25/01/2018

    Considerando a capacidade deles (dos deputados), não há dúvidas que irão votar contra, e os auditores que compõem o SINDAFISCO, tem o conhecimento de que essa reforma é necessária, pois quando eles irão se aposentar irão receber de quem? não terá recursos para pagar.

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