Eleições 2018 - ponta pé inicial

Realizadas as convenções partidárias - que vão de vinte de julho a cinco de agosto - poder-se-á dar como efetivamente iniciada a campanha eleitoral, quando, então, confirmar-se-ão ou não as pré-candidaturas anteriormente anunciadas.

Valdemir Caldas
Publicada em 27 de fevereiro de 2018 às 09:03

Realizadas as convenções partidárias - que vão de vinte de julho a cinco de agosto - poder-se-á dar como efetivamente iniciada a campanha eleitoral, quando, então, confirmar-se-ão ou não as pré-candidaturas anteriormente anunciadas.

Até lá, porém, muita água correrá debaixo da ponte. Somente a partir dessa data, será intensificada a atividade dos candidatos aos postos de presidente da República, governador, senador, deputados federal e estadual.

Os pleitos de outubro próximo têm a rodeá-los circunstâncias que os tornam profundamente diferentes de outras eleições, destacando, dentre elas, a preocupação dos candidatos e dirigentes partidários com os gastos de campanha, principalmente, a origem do dinheiro. A Justiça Eleitoral já mostrou que não está para brincadeira. São os reflexos da operação Lava Jato.

Além disso, o eleitor anda irritado e desconfiado com a classe política. A cada dia torna-se mais difícil engabelar a sociedade, usando-se, para tanto, recursos subtraídos dos bolsos dos contribuintes.

O uso da máquina oficial será efetivamente vigiado. Nesses tempos de tecnologia avançada, quando as pessoas estão cada vez mais conectadas umas com as outras e com o mundo que as rodeia, uma foto no celular pode representar o fim de um sonho político.

Por isso é preciso muito cuidado com o que você, candidato, vai falar. A língua pode sepultar reputações, carreiras e até relacionamentos. Há relatos de políticos que perderam as eleições por causa da língua.

Não se esqueça de que eleição se ganha com votos, decorrentes de ideias e propostas, e não de promessas mirabolantes e discursos demagógicos, dos quais a população já está com a paciência saturada. Foi-se o tempo de campanhas eleitorais fundadas na dinheirama canalizada dos cofres públicos por meio de empresários corruptos.

Os debates precisam chegar ao interesse público, indicando soluções concretas para os problemas coletivos e o compromisso de eliminar de vez a conduta antidemocrática que tem prevalecido, a despeito de todos fazerem passar por democratas.

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