Ex-deputado federal Agnaldo Muniz morre em acidente na BR-319

Advogado, ele filiou-se ao MDB durante a semana para disputar uma vaga na Câmara Federal em outubro.

Tudorondonia
Publicada em 01 de abril de 2018 às 19:30
Ex-deputado federal Agnaldo Muniz morre em acidente na BR-319

O ex-deputado federal Agnaldo Muniz, de 48 anos, morreu na tarde deste domingo num acidente de trânsito  na BR-319 (Porto Velho-Manaus), quando a camionete que ele dirigia capotou e saiu da pista. Na companhia de um caseiro, Agnaldo estava indo para o sítio. Sua camionete teria aquaplanado. Ele usava cinto de segurança, o que não evitou sua morte. O caseiro foi socorrido e levado para o Hospital João Paulo II. 

O acidente ocorreu próximo ao Km 20 da BR-319. Agnaldo morreu no local. Seu corpo foi levado para o Instituto  Médico Legal, em Porto Velho.

Pastor da Assembleia de Deus, ele era casado com Cláudia Luchtenberg Muniz. Agnaldo Muniz era sobrinho do também advogado Orestes Muniz, ex-vice-governador de Rondônia e ex-presidente da Seccional da OAB. . 

Muniz obteve, em 2014, mais de 25 mil votos para deputado federal, ficando na suplência. Ele exerceu  mandato na Câmara   entre 1999 e 2007 e assumiu entre 2010 e 2011 . 

Nesta semana, filiou-se ao MDB para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro.

Atualmente, Agnaldo Muniz dedicava-se à advocacia, mantendo um escritório na rua Campos Sales, no centro da capital.

Agnaldo Muniz nasceu em Assis Chateaubriand (PR), no dia 31 de agosto de 1970, filho de Sadraque Muniz e de Dinah Cordeiro Muniz. Sadraque foi deputado estadual. 

Transferindo-se para o Rio de Janeiro para estudar, em 1989 iniciou o curso de direito na Universidade Estácio de Sá, mas graduou-se pela Universidade Gama Filho em 1993. Em 1991, fez o curso de direito penal (parte especial) no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Em 1996, tornou-se membro do Conselho Fiscal do Conselho das Assembléias de Deus em Porto Velho.

No ano seguinte, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda pela qual se candidatou a uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de outubro de 1998. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como segundo-vice-presidente e membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, membro titular da Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, assim como de várias comissões especiais relativas ao exame de projetos de lei e emendas constitucionais.

Em 2000, deixou o PDT e ingressou no Partido Popular Socialista (PPS), exercendo o cargo de vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados.

Nas eleições de outubro de 2002, candidatou-se a novo mandato, pela legenda do PPS. Eleito, assumiu o mandato parlamentar em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados, primeiro-vice-presidente e membro titular da Comissão Permanente da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, membro titular da Comissão Permanente de Constituição e Justiça e de Cidadania, e, entre outras, das comissões especiais da Revisão Constitucional (PEC n° 157/03), de Reforma do Judiciário (PEC n° 358/05), do Processo Eleitoral (PEC n° 446/05), da Defensoria Pública (PEC n° 487/05) e da Reforma Política.

Em 2005, saiu do PPS e transferiu-se para a legenda do Partido Progressista (PP). Em setembro do ano seguinte, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados recomendou a cassação de seu mandato, sob acusação de participar do esquema de compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público, episódio que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”. Investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos “Sanguessugas” indicaram que Muniz teria recebido R$ 12 mil pelo direcionamento de uma licitação no município de Novo Horizonte do Oeste (RO). Esse valor corresponderia a 10% sobre o valor de uma emenda de R$ 120 mil apresentada pelo parlamentar, destinada à aquisição de unidades móveis de saúde no exercício de 2003. Muniz negou todas as acusações e declarou que a responsabilidade do parlamentar se encerrava na apresentação das emendas ao Orçamento e que nenhuma conversa telefônica interceptada mencionava o seu nome como envolvido na "máfia das ambulâncias".

No pleito de outubro de 2006, candidatou-se à reeleição pela legenda do PP, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputado ao final do mandato, em janeiro do ano seguinte. Em fevereiro, foi indiciado pela Polícia Federal, sob acusação de ter praticado os crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro no episódio da “Máfia dos Sanguessugas”.

Foi presidente do PPS e do PP de Rondônia (Fonte CPDOC/FGV).

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Comentários

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    Carlos Cezar Pinheiro Ribeiro 01/04/2018

    O Senhor Jesus conforte a família do PR Sandraque Muniz e família, nora e filhos.

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    Edileia Lacerda 01/04/2018

    Meus pesames a familia Munis e Lutenberg

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    Edileia Lacerda 01/04/2018

    Meus pesames a familia Munis e Lutenberg

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    Edileia Lacerda 01/04/2018

    Meus pesames a familia Munis e Lutenberg

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    Ailson Santos Furtunato 01/04/2018

    QUE DEUS CONFORTE A FAMÍLIA, DEUS SABE O QUE É MELHOR SE FOSSE PRA VOLTAR PRA VIDA PÚBLICA EM UM PARTIDO DE LADRÕES COMO MDB ONDE QUERENDO OU NÃO O MANDATO PERTENCE AO PARTIDO ENTÃO AUTOMÁTICAMENTE HAVERIA CONIVÊNCIA COM A SISTEMICA CORRUPÇÂO ACREDITO QUE DEUS SABE O QUE FAZ.

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    Aparecida 01/04/2018

    Verdade,;muito triste, ex_vizinho, independente da sua posição profissional aqui na terra, ele conhecia Você, bem vestida oum não. Raras vezes, estava jogando água na calçada e, ele nunca deixou te mim cumprimentar, inclusive ele, era um dos raros vizinhos que nunca baixou sua cabeça para dizer que não ti viu. Deus o abençoe, e que ele descanse em paz

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    Ruy Pinheiro 01/04/2018

    Que o nosso Deus, que é grandioso em misericórdia, possa consolar os familiares e amigos!

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    Ruy Pinheiro 01/04/2018

    Que o nosso Deus, que é grandioso em misericórdia, possa consolar os familiares e amigos!

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    Ruy Pinheiro 01/04/2018

    Que o nosso Deus, que é grandioso em misericórdia, possa consolar os familiares e amigos!

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    Inaldo de Melo Gomes 01/04/2018

    Imprudência.

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    Laed Alvares Silva/ Silvana Holanda 01/04/2018

    À querida e admirada família Muniz, de valorosos operadores do direito e consagrados membros da Assembleia de Deus nossos sinceros sentimentos pelo infeliz evento, mas a certeza de vê-lo na eternidade. Que Deus os abençoe.

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    Laed Alvares Silva/ Silvana Holanda 01/04/2018

    Advogado e pastor evangélico, egresso de família de políticos consagrados e consagrados membros da Assembleia de Deus vai deixar uma lacuna no meio onde viveu e se destacou. Nossos sinceros sentimentos.

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