Francisco Roque é destaque na luta sindical
Desde 1986, ele atravessa os espaços da Justiça Estadual como quem conhece não apenas o mapa das instituições, mas também suas entrelinhas
Há histórias que não cabem nos formulários, nas folhas de ponto ou nos registros frios da administração pública. Há trajetórias que se escrevem de outro modo: no silêncio dos corredores, nas escolhas diárias, na persistência de quem insiste em fazer da rotina um gesto de construção coletiva.
Neste dia 1º de julho de 2026, o calendário apenas marca uma data. Mas, para quem conhece os caminhos do Poder Judiciário de Rondônia, a data carrega um peso simbólico: quatro décadas de serviço público de Francisco Roque. Ou apenas Roque, como o chamam os que dividiram com ele o trabalho, as tensões e as esperanças.
Desde 1986, ele atravessa os espaços da Justiça Estadual como quem conhece não apenas o mapa das instituições, mas também suas entrelinhas. Ali, onde organogramas não alcançam, Roque sempre levou algo que não se contabiliza: a disposição de servir.
Ao longo desses anos, ocupou diferentes funções. Mudaram as atribuições, mudaram os cenários, mudaram as normas. Mas, para ele, permanecer no serviço público nunca foi apenas cumprir tarefas. Foi, antes, a tentativa contínua de fazer da Justiça algo menos distante, mais acessível, mais humano — ainda que isso exigisse paciência, escuta e, muitas vezes, teimosia.
Em algum ponto dessa caminhada, a trajetória ganhou outra dimensão. Quando os próprios servidores lhe confiaram a representação de seus interesses, Roque passou a ocupar também o espaço do diálogo coletivo, onde a palavra precisa ser tão firme quanto a escuta.
À frente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Rondônia (SINJUR), entre 2012 e 2017, em dois mandatos consecutivos, presidiu a gestão “Unidos Para Conquistar”. Não foi um período de facilidades — raramente o é quando se trata de representação sindical —, mas de negociações, avanços possíveis e disputas necessárias. Ali, entre assembleias e conversas difíceis, construiu-se uma ideia de unidade que não ignorava as diferenças, mas tentava organizá-las em torno de objetivos comuns.
Antes disso, e também depois, sua presença já se fazia sentir em outro espaço de pertencimento: a Associação dos Funcionários do Poder Judiciário — Associação AMIGOS, da qual é sócio-fundador desde 5 de julho de 1998. Hoje, como Conselheiro Fiscal, segue acompanhando os bastidores menos visíveis, mas fundamentais, da vida associativa — aqueles que sustentam a continuidade das coisas quando o tempo passa e as gestões mudam.
O tempo, esse narrador discreto, vai fazendo sua própria curadoria. Ele separa o que é passageiro do que permanece. E o que permanece, quase sempre, não são apenas cargos ou títulos, mas as marcas deixadas nas relações, nas decisões compartilhadas, nos gestos repetidos ao longo dos anos.
Francisco Roque chega a essa marca de quatro décadas como quem atravessa uma linha sem alarde, mas com peso. Sua história não se resume a uma contagem de anos, mas a uma forma de estar no serviço público: com a convicção de que nenhuma conquista é verdadeiramente individual quando nasce do esforço coletivo.
E talvez seja isso o que fique, no fim: a lembrança de que instituições também são feitas de pessoas. De rostos que passam, de vozes que permanecem, de histórias que, como esta de Francisco Roque, insistem em continuar sendo contadas de forma altiva com compromissos, amizades e respeito mútuo entre os trabalhadores e a Sociedade, em geral.
A Deus toda Honra, e toda Glória!
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