Graduação após os 40 anos: caminhos para voltar a estudar
Veja como escolher o curso, lidar com a adaptação e dar os primeiros passos rumo ao ensino superior nessa fase da vida
Conciliar família, trabalho e graduação já faz parte da rotina de muita gente que passou dos 40. Mesmo sendo um caminho menos comum, voltar a estudar nessa fase tem se mostrado uma forma de acompanhar as mudanças do mercado e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos aprendizados.
Dados do Censo da Educação Superior, do MEC, mostram que, em 2021, quase 600 mil pessoas com mais de 40 anos estavam matriculadas em universidades. O número representa um crescimento superior a 171%, na comparação com 2012.
Entre os mais velhos, o movimento também chama a atenção. Informações de 2025 do Mapa do Ensino Superior, da SEMESP, indicam que mais de 50 mil pessoas com mais de 60 anos deram início a uma nova graduação.
Existem diversas razões para essa busca, e uma delas está relacionada aos benefícios que voltar a estudar depois dos 40 anos pode gerar, como:
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melhora da atividade cognitiva;
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crescimento na carreira;
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convívio entre gerações;
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novas perspectivas de vida.
Apesar disso, depois de tanto tempo fora da escola e, muitas vezes, longe de qualquer estudo, saber o que estudar e como ingressar na faculdade se torna um desafio. Para isso, é essencial se preparar com calma e escolher o curso com o qual haja mais identificação e vontade de aprender.
Qual curso escolher e como se adaptar?
Depois dos 40 anos, o ritmo de vida já é outro. A família e o trabalho tendem a demandar muito mais do que quando se tem 18 anos, por isso é preciso escolher aquele curso e a faculdade que façam sentido com o propósito de quem vai começar essa nova fase.
Se a ideia for seguir na área de atuação, uma boa dica é procurar cursos que sejam complementares a essa área, mantendo-se atualizado e buscando novas formas de conhecer pessoas do mesmo setor.
Isso trará bons resultados tanto para quem quer ser promovido dentro da empresa atual quanto para aqueles em busca de salários e cargos melhores.
Mesmo com o curso e a área decididos, a adaptação na graduação pode ser um empecilho, principalmente pela faixa etária normalmente ser bem menor do que 40 anos. O encontro geracional tende a causar incômodo e precisa de atenção.
Para facilitar a adaptação, o ideal é começar o curso com a mente aberta e se enturmar com pessoas de diferentes idades. Isso fará com que a troca de experiências seja mais completa e rica, trazendo perspectivas de mundo mais atualizadas.
Além disso, para conciliar a vida já existente com a nova rotina de estudos, pode ser interessante buscar opções de universidades híbridas, que oferecem aulas tanto presenciais quanto remotas.
Como se preparar e entrar na graduação?
Vale lembrar que qualquer graduação exige esforço e empenho nos estudos. Isso começa mesmo antes de ingressar na faculdade, de fato, prestando vestibular ou participando de programas que facilitam a entrada.
Começar com um cronograma de estudos para Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode ajudar nessa etapa. Prestar o exame pode garantir a entrada em uma universidade renomada ou servir como base para programas como SISU (Sistema de Seleção Unificada), ProUni (Programa Universidade para Todos) e FIES (Fundo de Financiamento Estudantil).
Já entre as opções privadas, diversas faculdades oferecem programas de incentivo aos estudos para pessoas acima dos 40 anos ou na terceira idade. Seja com descontos ou bolsas de estudo, esses programas ajudam quem deseja começar essa nova jornada.
Por fim, vale destacar que voltar aos estudos depois dos 40 anos é, acima de tudo, um exercício de coragem e reinvenção. Essa escolha mostra que o aprendizado não tem prazo de validade e que sempre há espaço para recomeçar, crescer, construir novos caminhos e realizar sonhos.
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