Liquidação do Will Bank deixa clientes sem acesso a salários

Clientes que mantinham recursos em contas de pagamento aguardam definição de prazos e procedimentos pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, sem garantia de quando terão acesso aos valores

Fonte: Painel Político - Publicada em 28 de janeiro de 2026 às 11:21

Liquidação do Will Bank deixa clientes sem acesso a salários

Clientes do Will Bank, instituição controlada pelo Banco Masterforam surpreendidos pela liquidação da empresa e, desde então, permanecem sem acesso a recursos mantidos em contas de pagamento — muitas delas utilizadas para o recebimento de salários e despesas essenciais do dia a dia.

De acordo com o Banco Central do Brasil (BC), a liberação dos valores dependerá de um processo administrativo conduzido pelo liquidante nomeado pela autoridade monetária, sem prazo definido para conclusão. A orientação oficial é para que os clientes acompanhem exclusivamente os comunicados institucionais que irão detalhar procedimentos, canais de atendimento e critérios para a restituição.

Diferença entre contas de pagamento e depósitos bancários

Um dos pontos centrais do caso envolve a natureza das contas de pagamento. Diferentemente de depósitos tradicionais — como conta corrente, poupança, CDBs e RDBs —, essas contas não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC assegura apenas produtos financeiros específicos, como:

Assim, clientes do Will Bank que mantinham recursos exclusivamente em contas de pagamento não estão cobertos pelo mecanismo de garantia automática.

Separação patrimonial e expectativa de restituição

Segundo esclarecimentos do Banco Central, os valores mantidos em contas de pagamento devem permanecer separados do patrimônio da instituição financeira. Na prática, isso significa que esses recursos não integram a chamada “massa falida” e, portanto, devem ser restituídos aos clientes, conforme critérios, prazos e procedimentos que serão definidos pelo liquidante.

Apesar dessa previsão normativa, a autoridade monetária não informou datas ou cronograma para a devolução dos valores, o que tem gerado incerteza entre usuários que dependem do dinheiro para despesas básicas.

Impacto financeiro e números oficiais

Dados divulgados pelo Banco Central indicam que, até o fim de setembro, o Will Bank mantinha R$ 49,6 milhões em contas de pagamento pré-pagas. O montante amplia o impacto financeiro da liquidação, especialmente para clientes que utilizavam essas contas como principal meio de movimentação de recursos.

Paralelamente, o Fundo Garantidor de Créditos estima que o total de recursos a serem desembolsados a investidores elegíveis no conglomerado chegue a R$ 6,3 bilhões. No entanto, clientes que já atingiram o limite de garantia no Banco Master, liquidado em novembro, não terão direito a valores adicionais.

Condução do processo e orientações oficiais

O responsável pela condução da liquidação é Eduardo Félix Bianchini, designado como liquidante tanto do Banco Master quanto do Will Bank. O Banco Central reforça que todas as informações válidas sobre prazos, restituição e atendimento serão divulgadas apenas pelos canais oficiais do liquidante e da instituição em liquidação.

Até o momento, não há cronograma público confirmado para a devolução dos valores das contas de pagamento. Informação insuficiente para verificar qualquer data ou prazo estimado.

Liquidação do Will Bank deixa clientes sem acesso a salários

Clientes que mantinham recursos em contas de pagamento aguardam definição de prazos e procedimentos pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, sem garantia de quando terão acesso aos valores

Painel Político
Publicada em 28 de janeiro de 2026 às 11:21
Liquidação do Will Bank deixa clientes sem acesso a salários

Clientes do Will Bank, instituição controlada pelo Banco Masterforam surpreendidos pela liquidação da empresa e, desde então, permanecem sem acesso a recursos mantidos em contas de pagamento — muitas delas utilizadas para o recebimento de salários e despesas essenciais do dia a dia.

De acordo com o Banco Central do Brasil (BC), a liberação dos valores dependerá de um processo administrativo conduzido pelo liquidante nomeado pela autoridade monetária, sem prazo definido para conclusão. A orientação oficial é para que os clientes acompanhem exclusivamente os comunicados institucionais que irão detalhar procedimentos, canais de atendimento e critérios para a restituição.

Diferença entre contas de pagamento e depósitos bancários

Um dos pontos centrais do caso envolve a natureza das contas de pagamento. Diferentemente de depósitos tradicionais — como conta corrente, poupança, CDBs e RDBs —, essas contas não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC assegura apenas produtos financeiros específicos, como:

  • Depósitos à vista

  • Poupança

  • Depósitos a prazo (CDB e RDB)

  • Letras de crédito imobiliário e do agronegócio

Assim, clientes do Will Bank que mantinham recursos exclusivamente em contas de pagamento não estão cobertos pelo mecanismo de garantia automática.

Separação patrimonial e expectativa de restituição

Segundo esclarecimentos do Banco Central, os valores mantidos em contas de pagamento devem permanecer separados do patrimônio da instituição financeira. Na prática, isso significa que esses recursos não integram a chamada “massa falida” e, portanto, devem ser restituídos aos clientes, conforme critérios, prazos e procedimentos que serão definidos pelo liquidante.

Apesar dessa previsão normativa, a autoridade monetária não informou datas ou cronograma para a devolução dos valores, o que tem gerado incerteza entre usuários que dependem do dinheiro para despesas básicas.

Impacto financeiro e números oficiais

Dados divulgados pelo Banco Central indicam que, até o fim de setembro, o Will Bank mantinha R$ 49,6 milhões em contas de pagamento pré-pagas. O montante amplia o impacto financeiro da liquidação, especialmente para clientes que utilizavam essas contas como principal meio de movimentação de recursos.

Paralelamente, o Fundo Garantidor de Créditos estima que o total de recursos a serem desembolsados a investidores elegíveis no conglomerado chegue a R$ 6,3 bilhões. No entanto, clientes que já atingiram o limite de garantia no Banco Master, liquidado em novembro, não terão direito a valores adicionais.

Condução do processo e orientações oficiais

O responsável pela condução da liquidação é Eduardo Félix Bianchini, designado como liquidante tanto do Banco Master quanto do Will Bank. O Banco Central reforça que todas as informações válidas sobre prazos, restituição e atendimento serão divulgadas apenas pelos canais oficiais do liquidante e da instituição em liquidação.

Até o momento, não há cronograma público confirmado para a devolução dos valores das contas de pagamento. Informação insuficiente para verificar qualquer data ou prazo estimado.

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