Óleos essenciais podem trazer benefícios terapêuticos

Desde 2018, a aromaterapia foi inserida no rol dos recursos integrativos do Sistema Único de Saúde

Fonte: Da redação/Foto: Pexels - Publicada em 16 de março de 2026 às 14:20

Óleos essenciais podem trazer benefícios terapêuticos

Os óleos essenciais são concentrados complexos, voláteis e de fragrâncias variáveis, extraídos de vegetais, como flores, folhas, frutos e raízes. Eles vêm ganhando popularidade entre quem busca alternativas naturais para cuidar da aparência, do bem-estar e da saúde.

De acordo com artigo da Fiocruz, a aromaterapia, uso terapêutico de óleos essenciais, passou a ser reconhecida pelas ciências da saúde como um sistema terapêutico no século 20. Em 2018, foi incorporada à lista de práticas integrativas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS.

Os óleos essenciais têm duas vias de uso recomendadas: tópica e aromática. Na via tópica, são diluídos em óleo vegetal carreador para que as moléculas atravessem a pele com segurança e sejam absorvidas através da corrente sanguínea. O óleo essencial de lavanda francesa é um exemplo dos que devem ser usados na pele.

Por via aromática, ou inalatória, as moléculas se dispersam no ar e estimulam o sistema nervoso, influenciando emoções e respostas fisiológicas, como melhora do sono e relaxamento das tensões.

Óleos essenciais ganham espaço em práticas integrativas

De acordo com a Fiocruz, a aromaterapia contribui para a melhora de diferentes condições de saúde mental, como insônia, estresse, ansiedade, dor, depressão, entre outras questões. Isso porque as partículas liberadas pelo óleo essencial estimulam diferentes partes do cérebro, ajudando a aliviar desconfortos e recuperar o bem-estar de forma natural.

Além de favorecer o bem-estar mental e emocional, os óleos essenciais também podem agir no corpo. Há evidências dos efeitos cicatrizante, antisséptico e antimicrobiano, que  podem ajudar a combater microrganismos como bactérias e fungos. Para aproveitar esses benefícios com segurança, os óleos essenciais devem ser diluídos em pequenas quantidades em veículo carreador adequado, como óleo vegetal ou creme neutro.

O Mapa de Evidências sobre a Efetividade Clínica da Aromaterapia, sistematizado pelo Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Bireme/Opas/OMS), com o apoio da Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde do Ministério da Saúde, destaca os vários mecanismos de ação terapêutica dos óleos essenciais.

Entre os resultados encontrados pelo trabalho estão alívio de vários tipos de dores, tratamento do transtorno de ansiedade, sintomas da menopausa, melhora da qualidade de vida, da qualidade do sono, dos sintomas de agitação e demência do idoso, e tratamentos das inflamações no âmbito odontológico.

Ainda segundo a Fiocruz, as evidências apontam efeitos positivos dos óleos essenciais de Olíbano, Camomila romana, Rosa damascena, Lavanda e Gerânio no alívio de dor no parto, favorecendo uma experiência positiva e segura para as mulheres.

O Mapa de Evidências também mostra que o uso inalatório de óleos essenciais de Lavanda, Bergamota e Ylang Ylang é capaz de promover resultados nos transtornos de sono-vigília. Popularmente, estes são óleos essenciais utilizados na melhora do sono e alívio de tensões.

Os resultados mostram benefícios que vão além dos já popularmente divulgados, como é o caso do uso do óleo de rosa de mosqueta, conhecido por auxiliar na regeneração, na hidratação e no clareamento da pele.

Efeitos terapêuticos na odontologia

Estudo divulgado na Revista Brasileira de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, apontou que a atual revisão integrativa permitiu elencar os 15 principais efeitos terapêuticos da aromaterapia no âmbito odontológico, dentre eles, ação cicatrizante, analgésica, anti-inflamatória e antimicrobiana, representando um recurso complementar aos cuidados convencionais.

As especialidades da odontologia que já instituíram o uso da aromaterapia em sua prática profissional são a odontopediatria, periodontia, endodontia e estomatologia.

Combate à depressão e ansiedade

Pesquisas publicadas em 2025, nos Cuadernos de Educación y Desarrollo, indicam que a combinação de aromaterapia e massagem é mais eficiente no alívio dos sintomas de ansiedade e depressão do que o uso isolado de cada técnica terapêutica.

Essa eficácia pode ser atribuída aos efeitos sinérgicos das duas terapias: a aromaterapia atuando na modulação de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, e a massagem estimulando a liberação de endorfinas.

Em 2010, o uso da lavanda no combate à depressão e ansiedade foi reconhecido como um recurso terapêutico eficaz na Alemanha. As pesquisas demonstraram que as substâncias presentes no óleo essencial promovem alteração da química dos neurotransmissores cerebrais, sem que ocorra os comuns efeitos colaterais dos medicamentos sintéticos alopáticos, como a dependência ou síndrome de abstinência, a taquicardia, entre outros, conforme evidenciado no Mapa de Evidências da Aromaterapia.

Alívio para dores

No campo das dores crônicas, o papel da terapia com óleos essenciais em pacientes com osteoartrite, artrite reumatoide e fibromialgia tem sido eficaz. O óleo essencial de lavanda foi o mais utilizado nos estudos divulgados pelo artigo publicado pela Fiocruz, seguido do óleo de gengibre e óleo de alecrim, demonstrando a eficácia da aromaterapia na redução da dor e melhora da função física em pacientes com doenças reumáticas.

O mesmo é conferido quando a aromaterapia atua na redução da dor e da duração da fase ativa e do terceiro estágio do parto em parturientes. O óleo de lavanda vem trazendo inúmeros benefícios para pacientes que tratam a desordem temporomandibular (DTM), segundo estudo publicado na DSC.

Óleos essenciais podem trazer benefícios terapêuticos

Desde 2018, a aromaterapia foi inserida no rol dos recursos integrativos do Sistema Único de Saúde

Da redação/Foto: Pexels
Publicada em 16 de março de 2026 às 14:20
Óleos essenciais podem trazer benefícios terapêuticos

Os óleos essenciais são concentrados complexos, voláteis e de fragrâncias variáveis, extraídos de vegetais, como flores, folhas, frutos e raízes. Eles vêm ganhando popularidade entre quem busca alternativas naturais para cuidar da aparência, do bem-estar e da saúde.

De acordo com artigo da Fiocruz, a aromaterapia, uso terapêutico de óleos essenciais, passou a ser reconhecida pelas ciências da saúde como um sistema terapêutico no século 20. Em 2018, foi incorporada à lista de práticas integrativas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS.

Os óleos essenciais têm duas vias de uso recomendadas: tópica e aromática. Na via tópica, são diluídos em óleo vegetal carreador para que as moléculas atravessem a pele com segurança e sejam absorvidas através da corrente sanguínea. O óleo essencial de lavanda francesa é um exemplo dos que devem ser usados na pele.

Por via aromática, ou inalatória, as moléculas se dispersam no ar e estimulam o sistema nervoso, influenciando emoções e respostas fisiológicas, como melhora do sono e relaxamento das tensões.

Óleos essenciais ganham espaço em práticas integrativas

De acordo com a Fiocruz, a aromaterapia contribui para a melhora de diferentes condições de saúde mental, como insônia, estresse, ansiedade, dor, depressão, entre outras questões. Isso porque as partículas liberadas pelo óleo essencial estimulam diferentes partes do cérebro, ajudando a aliviar desconfortos e recuperar o bem-estar de forma natural.

Além de favorecer o bem-estar mental e emocional, os óleos essenciais também podem agir no corpo. Há evidências dos efeitos cicatrizante, antisséptico e antimicrobiano, que  podem ajudar a combater microrganismos como bactérias e fungos. Para aproveitar esses benefícios com segurança, os óleos essenciais devem ser diluídos em pequenas quantidades em veículo carreador adequado, como óleo vegetal ou creme neutro.

O Mapa de Evidências sobre a Efetividade Clínica da Aromaterapia, sistematizado pelo Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Bireme/Opas/OMS), com o apoio da Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde do Ministério da Saúde, destaca os vários mecanismos de ação terapêutica dos óleos essenciais.

Entre os resultados encontrados pelo trabalho estão alívio de vários tipos de dores, tratamento do transtorno de ansiedade, sintomas da menopausa, melhora da qualidade de vida, da qualidade do sono, dos sintomas de agitação e demência do idoso, e tratamentos das inflamações no âmbito odontológico.

Ainda segundo a Fiocruz, as evidências apontam efeitos positivos dos óleos essenciais de Olíbano, Camomila romana, Rosa damascena, Lavanda e Gerânio no alívio de dor no parto, favorecendo uma experiência positiva e segura para as mulheres.

O Mapa de Evidências também mostra que o uso inalatório de óleos essenciais de Lavanda, Bergamota e Ylang Ylang é capaz de promover resultados nos transtornos de sono-vigília. Popularmente, estes são óleos essenciais utilizados na melhora do sono e alívio de tensões.

Os resultados mostram benefícios que vão além dos já popularmente divulgados, como é o caso do uso do óleo de rosa de mosqueta, conhecido por auxiliar na regeneração, na hidratação e no clareamento da pele.

Efeitos terapêuticos na odontologia

Estudo divulgado na Revista Brasileira de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, apontou que a atual revisão integrativa permitiu elencar os 15 principais efeitos terapêuticos da aromaterapia no âmbito odontológico, dentre eles, ação cicatrizante, analgésica, anti-inflamatória e antimicrobiana, representando um recurso complementar aos cuidados convencionais.

As especialidades da odontologia que já instituíram o uso da aromaterapia em sua prática profissional são a odontopediatria, periodontia, endodontia e estomatologia.

Combate à depressão e ansiedade

Pesquisas publicadas em 2025, nos Cuadernos de Educación y Desarrollo, indicam que a combinação de aromaterapia e massagem é mais eficiente no alívio dos sintomas de ansiedade e depressão do que o uso isolado de cada técnica terapêutica.

Essa eficácia pode ser atribuída aos efeitos sinérgicos das duas terapias: a aromaterapia atuando na modulação de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, e a massagem estimulando a liberação de endorfinas.

Em 2010, o uso da lavanda no combate à depressão e ansiedade foi reconhecido como um recurso terapêutico eficaz na Alemanha. As pesquisas demonstraram que as substâncias presentes no óleo essencial promovem alteração da química dos neurotransmissores cerebrais, sem que ocorra os comuns efeitos colaterais dos medicamentos sintéticos alopáticos, como a dependência ou síndrome de abstinência, a taquicardia, entre outros, conforme evidenciado no Mapa de Evidências da Aromaterapia.

Alívio para dores

No campo das dores crônicas, o papel da terapia com óleos essenciais em pacientes com osteoartrite, artrite reumatoide e fibromialgia tem sido eficaz. O óleo essencial de lavanda foi o mais utilizado nos estudos divulgados pelo artigo publicado pela Fiocruz, seguido do óleo de gengibre e óleo de alecrim, demonstrando a eficácia da aromaterapia na redução da dor e melhora da função física em pacientes com doenças reumáticas.

O mesmo é conferido quando a aromaterapia atua na redução da dor e da duração da fase ativa e do terceiro estágio do parto em parturientes. O óleo de lavanda vem trazendo inúmeros benefícios para pacientes que tratam a desordem temporomandibular (DTM), segundo estudo publicado na DSC.

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