Porto Velho amplia criação de abelhas e produção de mel
No Dia Nacional das Abelhas, município destaca assistência técnica, manejo sustentável e os frutos deixados pela Agrotec
Semagric orienta sobre manejo, instalação e cuidados com as colônias
No dia 3 de outubro, Dia Nacional das Abelhas, Porto Velho destaca uma atividade que une preservação ambiental, produção rural e geração de renda. Dados do IDARON/PNSAb, atualizados em 30 de setembro de 2026, apontam 1.390 colmeias cadastradas no município, sendo 995 de abelhas com ferrão e 395 de abelhas nativas sem ferrão.
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, atua no fortalecimento dessa cadeia com assistência técnica, orientação sobre manejo, instalação e cuidados com as colônias e incentivo à produção sustentável. “Nosso trabalho é orientar o produtor e ajudar para que a atividade cresça de forma organizada, sustentável e com possibilidade de geração de renda”, destaca o secretário da Semagric, Douglas Bener.
Para a gerente de Assistência ao Produtor Rural, Roseval Guzo, o acompanhamento técnico é fundamental para que novos produtores possam ingressar na atividade com conhecimento e segurança.
Mário Venere mantém 46 caixas de abelhas
Um exemplo é o meliponicultor Mário Venere, que mantém 46 caixas de abelhas das espécies Marmelada, Uruçu Boca-de-Renda, Jataí, Mandaguari e Mirim-Preguiça. A atividade ganhou visibilidade durante a Agrotec 2026, realizada em Porto Velho, que contou com a exposição da cadeia do mel e aproximou produtores, consumidores e pessoas interessadas na criação de abelhas. Mesmo depois do encerramento da feira, os resultados continuam aparecendo, com o interesse despertado pelo evento levando mais pessoas a procurar informações sobre a atividade e conhecer as possibilidades da apicultura e da meliponicultura.
“A Agrotec mostrou a força da produção rural de Porto Velho e criou uma oportunidade para aproximar a população dos produtores. Agora estamos colhendo os frutos desse trabalho, com mais pessoas conhecendo e se interessando pelas atividades do campo”, destaca o prefeito Léo Moraes.
Porto Velho possui uma legislação específica que organiza e incentiva a atividade
Porto Velho também possui uma legislação específica para organizar e incentivar a atividade. A Lei Complementar nº 990, de 19 de junho de 2024, estabelece regras para o desenvolvimento da apicultura e da meliponicultura no município, incluindo a criação e o manejo de abelhas nativas sem ferrão.
A legislação contribui para dar segurança jurídica aos criadores e organizar o crescimento do setor. Atualmente, o município já possui dezenas de meliponários cadastrados no IDARON, e a orientação é que novos criadores procurem os órgãos responsáveis para regularizar a atividade. Com assistência técnica, cadastramento, manejo sustentável e ações de fomento, Porto Velho amplia as condições para transformar a criação de abelhas em uma atividade produtiva, ambientalmente responsável e geradora de renda, fortalecendo toda a cadeia do mel.
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